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Embrapa amplia oferta de produtos biológicos para controle da principal praga do milho

Agricultores contam, cada vez mais, com opções de inseticidas biológicos para controle de pragas nas lavouras. Os chamados biodefensivos reduzem a exposição dos trabalhadores, dos consumidores e do meio ambiente a resíduos químicos.  A Embrapa tem ampliado o leque de produtos para controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga do milho, que acomete também outras culturas, como soja, sorgo, algodão e hortaliças. Neste ano, chega ao mercado mais uma novidade: o bioinseticida VirControl S.f., desenvolvido em parceria com a empresa Simbiose, que será lançado nesta quarta-feira, em Brasília, durante a solenidade do 46º aniversário da Embrapa.

O primeiro inseticida à base de Baculovirus spodoptera, o CartuchoVIT, foi lançado em 2017, como resultado da parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) e o Grupo Vitae Rural. Em 2018, esse produto foi comercializado em quantidade suficiente para tratar cerca de 15.300 hectares. Para a safra 2019/2020, também será comercializado o bioinseticida BaculoMIP-Sf, elaborado com uma outra cepa de baculovírus, em parceria entre a Embrapa e a empresa Promip.

Esses bioinseticidas têm como princípio ativo vírus de grande eficácia para controle da lagarta-do-cartucho. “Os baculovírus são agentes de controle biológico que não causam danos à saúde dos aplicadores, não matam inimigos naturais das pragas, não contaminam o meio ambiente, nem deixam resíduos nos produtos a serem vendidos nas gôndolas dos supermercados”, explica o pesquisador Fernando Valicente. Testes de biossegurança comprovaram que esses vírus são inofensivos a microrganismos, plantas, vertebrados e outros invertebrados que não sejam insetos.

“A partir da coleção de cepas de baculovírus da Embrapa Milho e Sorgo, nos últimos anos, têm sido desenvolvidos, juntamente com o setor privado, diferentes bioinseticidas voltados para o controle da lagarta-do-cartucho, que é capaz de reduzir a produção dessa cultura em mais de 50%. Cada empresa utiliza uma formulação própria. Esse fato, aliado ao uso de diferentes cepas, permite criar mais opções de bioprodutos para o agricultor”, explica Sidney Parentoni, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo.

O pesquisador Fernando Valicente ressalta que a segurança dos inseticidas à base de baculovírus, aliada à facilidade de manuseio, faz desses produtos um dos melhores agentes de controle biológico disponíveis para os agricultores.

Como usar

CartuchoVIT, VirControlSf e BaculoMIP-Sf são disponíveis como pó molhável. Para utilizar os produtos, o agricultor dilui o pó em água e aplica no campo. Podem ser usados os mesmos equipamentos de aplicação de produtos químicos, fator que contribui para a redução de despesas dos agricultores.

Valicente explica que não se trata de um inseticida de contato. “A lagarta tem que raspar um pouco a folha que recebeu a aplicação do produto. Ela é infectada pelo vírus, diminui sua alimentação drasticamente e morre em cinco dias.”

Para garantir a eficácia dos bioinseticidas, o produtor deve seguir as orientações de uso. “É importante cuidar do preparo e da aplicação, respeitar a vazão, utilizar o bico correto, dar boa cobertura e entender o melhor posicionamento do produto, ou seja, a data em que se aplica”, comenta o pesquisador.

Processo de produção

O processo de desenvolvimento dos bioinseticidas foi longo e envolveu muitas pesquisas, conforme explica Fernando Valicente. “Foram feitos, nos anos de 1980 e 1990, levantamentos de lagartas. Você vai ao campo, coleta lagartas, observa em laboratório e aí detecta as doentes. As lagartas com sintomas típicos de vírus são trabalhadas. Você identifica o agente causador da doença e faz a caracterização dos vírus com experimentos ao longo do tempo. Analisa a eficiência de cada isolado de vírus e, após detectar os melhores isolados, é preciso testar fatores importantes: temperatura de incubação da lagarta depois de infectada, idade do inseto próprio para infecção e concentração de vírus a ser usada. Avaliam-se, então, os resultados para poder orientar a produção.”

Após todos os estudos, é possível obter parâmetros para a produção do bioinseticida. Lagartas sadias criadas em laboratório são usadas como hospedeiras para multiplicar os vírus e dar origem ao produto. “Você pega as lagartas mortas, processa, tritura, seca o material e coloca um agente inerte (pó básico)”, explica Valicente.

Sidney Parentoni ressalta que esse trabalho demostra a atuação da Embrapa na chamada bioeconomia. “A Empresa transforma conhecimento tecnológico em inovação para a sociedade brasileira, via parcerias público-privadas”.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

O potencial das agtechs

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Com o devido suporte, startups do agro tendem a se multiplicar no país.

Por Adriana Ferreira

Há muitas definições para o termo startup, mas uma delas tem sido aceita pela maioria dos especialistas. Trata-se de uma empresa que oferece produto e/ou serviço inovador, repetível e escalável, em busca de um modelo de negócios.

A vice-presidente da Associação Brasileira das Startups (ABStartups), Tania Gomes Luz, é mais específica e diz que “startup é toda empresa que tem uma base tecnológica, passível de ‘escalabilidade’ global, sem aumento de mão de obra e estrutura”.

Normalmente, as startups que conseguem prosperar estão amparadas por um ambiente que inclui universidades, centros de pesquisa e inovação, grandes empresas e investidores.

A cidade de Piracicaba (SP) é hoje reconhecida como o principal ecossistema para as startups do agro, denominadas agtechs. Isso talvez explique a maior concentração delas em São Paulo, conforme mostra a segunda edição do Censo AgTech Startups Brasil, produzido pela AgTech Garage em parceria com a ESALQ-USP. Segundo o levantamento, 46% desses empreendimentos se encontram no Estado de São Paulo, na sequência vêm Minas Gerais, com 16%, e Paraná, com 12%.

O engenheiro agrônomo Sergio Marcus Barbosa, que está à frente da ESALQTec, incubadora da ESALQ-USP, desde sua fundação, explica as origens do polo de inovação de Piracicaba. “Somos um ecossistema tecnológico que se iniciou no século 19 com o Engenho Central, posteriormente a criação da ESALQ, em 1901, e empresas de grande relevância, na segunda metade do século 20.”

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O Vale do Piracicaba/Agtech Valley nada mais é que uma denominação para esse ecossistema que já tinha suas bases alicerçadas. Assim, em maio de 2016, junto com o empresário José Augusto Tomé, do coworking CanaTec, e o professor da ESALQ-USP Mateus Mondin, Barbosa lançou, na sede da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, a campanha pelo reconhecimento dessa marca, com o objetivo de fortalecer a identidade tecnológica local e estimular o desenvolvimento da região, que se consolida como uma espécie de “Vale do Silício” brasileiro.

De uma estimativa de pouco mais de 300 startups do agro no país, 184 participaram do Censo AgTech Startups Brasil. O estudo mostrou que 55% delas mantêm relacionamento com o meio acadêmico e mais da metade é formada por equipes de até seis pessoas. Empresas com mais de dez funcionários representam apenas 23% do total.

Há controvérsias em relação aos critérios aplicados para identificar as startups, por isso não se sabe o número exato desses empreendimentos no país, mas o segmento está em expansão.

Os números e as análises dos especialistas mostram que o movimento das agtechs se encontra em estágio inicial e enfrenta grandes desafios, como o ambiente de negócios brasileiro, tido como hostil para o empreendedorismo.

Mas é inconteste o potencial do setor, tendo em vista as boas perspectivas da agropecuária nacional. “Em 2015, tínhamos 30 projetos apoiados e atualmente são 112. A tendência é crescer cada vez mais.

O agronegócio brasileiro exigirá tecnologia e inovação, pois faz parte do DNA do nosso produtor. O tamanho do desafio é o tamanho da oportunidade”, assinala Barbosa.

Os produtos e serviços oferecidos pelas agtechs servem a todas as etapas da produção, são ferramentas voltadas à agricultura de precisão, drones e robótica aplicada no campo, uso de satélites, big data, internet das coisas (IoT), inteligência artificial e sistemas de gestão, dentre outros.

Para os engenheiros agrônomos é um vasto campo a ser explorado, mas os especialistas ressaltam que a capacidade de interagir com outras áreas será essencial.

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O cobiçado capital

Das agtechs entrevistadas pela pesquisa, 54% receberam investimentos, 31% não receberam e 15% contam com recursos empregados por familiares e amigos. “Os primeiros investimentos, normalmente chamado de investimento anjo ou seed, possuem menor valor. Quando a startup começa a “escalar”, ela necessita de um aporte maior e é nesse momento que vai em busca desse recurso no mercado. Porém as fontes são limitadas”, comenta Tania, da ABStartups, que possui mais de mil associados e cerca de 7 mil empresas registradas.

Embora considere os recursos restritos, os canais de acesso a eles, na opinião da dirigente, hoje são mais democráticos. “Quando uma pré-aceleradora abre um processo de seleção de startup, ela abre para o Brasil todo. Não existe a necessidade da presença física diária na aceleradora”, informa Tania.

Quem está em São Paulo pode contar com o Fundo de Inovação Paulista (FIP), idealizado e lançado pela Desenvolve SP em 2012. Com patrimônio de R$ 105 milhões direcionados para startups de base tecnológica do Estado e ênfase nos setores de tecnologias agropecuárias (agtechs), tecnologias em saúde (healthtechs) e tecnologias financeiras (fintechs).

O FIP, que também tem como investidores a Fapesp, a Finep, o Sebrae-SP, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, CAF e Jive Investments, já aportou recursos em 12 agtechs, por meio da SP Ventures, sua gestora.

O papel do fundo é ser um “sócio passageiro” para alavancar o crescimento da nova empresa, que detém de 20% a 49% do capital, por um período de oito a dez anos. Concluída essa fase, há três caminhos possíveis: o empreendedor pode contar com a entrada de outro sócio investidor, comprar a participação do fundo e retomar o controle total do negócio, ou vender a empresa.

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Além de uma equipe qualificada, o fato de a agtech já ter passado pelas principais aceleradoras de negócios do país, é uma referência importante, segundo afirmou o CEO da SP Ventures, Francisco Jardim, em entrevista recente ao jornal DCI. Clareza na apresentação do modelo de negócio e uma boa argumentação, para provar que a empresa possui a solução para um problema relevante, são fundamentais.

Histórias que inspiram

Em 2017, a Gênica, startup de biotecnologia, foi uma das empresas que recebeu investimentos da SP Ventures. O aporte foi de R$ 6 milhões. O recurso está sendo utilizado para robustecer a operação de distribuição, incrementar a equipe de desenvolvimento de mercado e fortalecer alianças, especialmente no cerrado. Além do desenvolvimento de novos produtos como, por exemplo, a vacina contra a ferrugem asiática, principal doença da soja, que deve ser lançada em 2020.

Dois anos antes de receber o aporte, o engenheiro agrônomo, esalqueano, Fernando Reis, que mora em Rondonópolis (MT), decidiu fundar a Gênica e não teve dúvidas de que o melhor lugar para instalar seu empreendimento seria o Agtech Valley. O ambiente inovador e a forte presença de investidores o atraíram. “Um dos fatores do sucesso da Gênica foi estar ali. Por isso sou grande defensor do ecossistema de Piracicaba, ele funciona mesmo”, afirma o empresário.

Ele acrescenta: “Não dá para ter dez pontos de agtechs no Brasil, mas Piracicaba tem muito potencial. Outro ecossistema que tem tudo para dar certo é o AgriHub, em Cuiabá. Conhecimento científico, espírito empreendedor e acesso ao capital estão presentes nesses locais”.

Reis, que saiu da operação e se tornou membro do Conselho da Gênica, vê com entusiasmo o futuro das agtechs e, obviamente, de seus negócios. A projeção é aumentar em 50% o faturamento da empresa este ano.

As perspectivas para a utilização de biodefensivos na agricultura ajudam a explicar o bom desempenho das startups desse nicho. Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, embora esse mercado represente menos de 2% dos produtos de proteção de cultivos, até 2020, a participação de soluções biológicas será de 20%, sendo responsáveis por cerca de 15% do faturamento do segmento.

Veterana no setor, a Promip nasceu na ESALQTec, em 2006. Foi a primeira a receber investimento da SP Ventures e a primeira empresa no Brasil a produzir, registrar e comercializar ácaros predadores. Em 2015, comprou a mineira Insecta, que produzia insumos para a fabricação das vespas Trichogramma pretiosum e Trichogramma galloi. Hoje, atende grandes produtores, que representam 60% de sua carteira, e tem uma fábrica com mais de cem funcionários em Engenheiro Coelho (SP).

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Ao recordar o início de tudo, Marcelo Poletti, fundador da Promip, reconhece que a ESALQTec lhe deu uma base inicial importante. “Quando decidi montar uma empresa como egresso de um curso de doutorado na ESALQ, engenheiro agrônomo com perfil de cientista, tive dificuldade de transformar a minha tese em um plano de negócio e a incubadora me forneceu ferramentas que ajudaram muito”, diz.

Poletti acredita que o longo período de desenvolvimento dos produtos nessa área, o que inclui a burocracia nas questões regulatórias no Brasil, pode ser um entrave para quem está começando. Mas, assim como os demais players, vê grandes oportunidades para as agtechs. A expectativa para os seus negócios em 2019 é positiva, ele projeta um crescimento de 50% a 70% para a empresa, alcançando uma participação no segmento entre 1% e 3%.

O empresário conclui, lembrando que a Promip é uma empresa de engenheiros agrônomos, 60% do quadro é formado por profissionais da agronomia, que trabalham em diversas áreas.

Na pecuária também

No ritmo acelerado, característico das startups, a @Tech (ArrobaTech), empresa de soluções tecnológicas para agropecuária de precisão, surgiu em 2015, também incubada na ESALQTec, no mesmo ano lançou seu principal produto, o BeefTrader. No ano seguinte, foi reconhecida por importantes instituições. Em 2018, inaugurou sua sede, em Piracicaba. A empresa, que começou com três pessoas, tem 30 colaboradores e prepara sua internacionalização.

O software BeefTrader, para a gestão de bois em confinamento, é o carro-chefe da agtech. Com o uso desse programa, o produtor tira o boi do confinamento no melhor momento para vender.

“O incremento na lucratividade pode passar de 30%. Coletamos informações dos animais, como peso e altura, e avaliamos, no confinamento, o custo operacional. Sempre que o animal vai beber água, é pesado em balanças de empresas parceiras, com câmeras desenvolvidas por eles”, explica Marcos Debatin Iguma, gestor comercial da @Tech, que monitora mais de 1.500 animais em todo o Brasil.

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O crescimento meteórico é fruto de muita dedicação do fundador da companhia, o médico veterinário Tiago Z. Albertini. Mas o suporte inicial recebido na incubadora também fez a diferença. Iguma diz que foi essencial estar dentro da ESALQTec, por conta da visibilidade e das indicações para investidores. “Não ter de pagar aluguel, que representa um custo muito alto para as empresas, nos ajudou bastante. Além disso, tem o smart money, que é justamente a inteligência que vem junto com uma incubadora ou com um investidor”, acrescenta o executivo.

Iguma diz que as perspectivas são as melhores para este ano. “A meta é agressiva, queremos ultrapassar os 200 mil animais”, conclui.

O produtor e a inovação Se por um lado há uma parcela do mercado que acredita que é preciso disseminar a cultura de inovação entre os produtores brasileiros, por outro, há exemplos claros de que os bons resultados da agropecuária nacional se devem exatamente à aderência de agricultores e pecuaristas às novas tecnologias.

O grupo Água Tirada, em Maracaju (MS), é um dos clientes da @Tech. Com mais de 50 anos de tradição, possui 8 mil cabeças de gado e realiza o ciclo completo de cria, recria e engorda.

Ana Nery Terra Souza, uma das proprietárias, afirma que a inovação está no DNA da empresa. “O avô do meu esposo foi a primeira pessoa a comprar uma geladeira e um trator na cidade. Meu sogro foi o primeiro a fazer inseminação artificial, há 50 anos”, conta.

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Eles adotaram o BeefTrader e estão testando em um lote com 110 garrotes. Ana está animada com os resultados. “O gado com a nossa genética está dando 30% a mais de ganho no confinamento que outros garrotes oriundos de outros plantéis. Em alguns casos, a diferença é 40% a mais que os touros comuns”, afirma a empresária, que faz questão de informar que sua cidade, Maracaju, foi eleita uma das mais empreendedoras do Brasil, em pesquisa desenvolvida pelo Sebrae.

Seguramente, os produtores engajados no conceito da nova agricultura, com o uso integrado de tecnologias, aumento da intensificação e escalabilidade e respeito à sustentabilidade socioeconômica e ambiental, estão à frente dos demais.

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Conectar é preciso

A baixa conectividade no campo é um dos desafios que o Brasil precisa vencer para ingressar de vez na agricultura digital e alavancar o segmento das agtechs. Algumas regiões ainda apresentam somente a conexão 3G, outras não dispõem nem desse tipo de conexão de internet.

Na maioria das vezes, a conectividade no campo é realizada por meio de rádios com frequência livre (2,4 GHz e 5,8GHz), que oscilam muito, conforme explicou Basílio Perez, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), em matéria publicada no site da Agrishow.

O dirigente informa, na mesma publicação, que uma solução mais ampla pode ser a disponibilização de uma nova frequência, que atualmente é subutilizada e utilizada exclusivamente pela Polícia Federal – a faixa de 450 megahertz (MHZ). A Abrint tem pleiteado que essa banda de radiofrequência seja disponibilizada por meio de leilões públicos.

A proprietária do Grupo Água Tirada, Ana Nery, conta que tiveram de investir pesado em conectividade. “As empresas não dão conta de nos fornecer com qualidade”, afirma. Ela não revela valores, mas diz que o custo é alto. Entretanto, faz uma ressalva: “Esse custo tem de ser considerado como investimento quando se quer trabalhar com tecnologia e qualidade”.

De maneira geral, produtores e startups têm conseguido encontrar alternativas. Predomina a certeza de que a solução virá. “Essa onda ninguém segura. Não me preocupo se vai ou não. A questão é quando”, sintetiza Fernando Reis, da Gênica.

Uma iniciativa recente mostra o interesse das operadoras de telecomunicações. Vivo e Ericsson juntamente com a Raízen, em parceria com a ESALQTec, selecionaram seis startups para participar do Agro IoT Lab 2018 – programa de desenvolvimento de aplicações para o campo com foco em Internet das Coisas (IoT).

A Vivo fornecerá a frequência de 450 MHz de sua rede 4G para o programa (a utilizada por smartphones é de 700 MHz). A Ericsson ficará responsável pela instalação dessa rede e oferecerá sua plataforma IoT Accelerator para agilizar a integração dessas startups. A Raízen oferecerá a infraestrutura agrícola e acesso aos canaviais. As agtechs poderão trabalhar dentro do Pulse, o hub de inovação da empresa, que também conduzirá a aceleração e o contato com os mentores. A ESALQTec cuidará da facilitação acadêmica das tecnologias. A parceria ainda inclui a Wayra, o hub de inovação da Vivo.

“Esse projeto será algo revolucionário e viabilizará toda essa questão da conectividade, tão necessária para a nova agricultura. Acredito que no médio prazo os produtores brasileiros já poderão estar usufruindo desse benefício”, conclui Barbosa, diretor da ESALQTec.

Fonte: aeasp.org.br

PROMIP realiza treinamentos em manejo integrado de pragas a produtores da região de Marília

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Na última quinzena do mês de agosto, a PROMIP realizou uma série de treinamentos em Manejo Integrado de Pragas (MIP) a produtores de hortifrúti de Marília e região (cidades de Galia, Ocauçu, Fernão e Garça).

O curso faz parte de um programa que envolve segurança alimentar onde foram levantadas questões como uso adequado de insumos, controle de pragas e doenças e a redução do uso de defensivos na agricultura.

“Em cada um dos eventos que realizamos, procuramos capacitar o produtor nas técnicas de manejo integrado de pragas, monitoramento e, principalmente, apresentar as ferramentas de manejo biológico de pragas”, afirma o consultor técnico de vendas da PROMIP, Giovanni Macedo.

Palestras

As palestras foram ministradas em duas etapas: teórica e prática, no Barracão do Agronegócio e nas propriedades do Banco da Terra, respectivamente, a produtores da Sustengar, associação que fornece hortifrúti para merenda escolar.

O evento foi realizado em parceria com a CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), Escritório de Desenvolvimento Rural de Marília e apoio da Prefeitura de Garça, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente.

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Produtores reunidos para capacitação em manejo biológico de pragas. A Sustengar fornece alimentos para merenda escolar na região.

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O CTV da PROMIP, Giovanni Macedo, demonstra como é feito a liberação dos ácaros predadores para o manejo biológico de pragas.

Exemplo de empreendedorismo: Promip é citada no Congresso Brasileiro de Nematologia

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PROMIP, representada pela nematologista Dra. Adriana Gabia, esteve presente no 35° Congresso Brasileiro de Nematologia que ocorreu de 24 a 29 julho de 2018, na cidade de Bento Gonçalves – RS.

O tema do congresso foi, Nematologia: problemas emergentes e estratégias de manejo. Além de palestras relacionadas ao tema, também foram abordados assuntos como novas moléculas e produtos biológicos no mercado, situação atual e prospecção dos serviços prestados por laboratórios de Nematologia no Brasil e empreendedorismo no Brasil e Exterior.

Em palestra ministrada pelo prof. Dr. Marcos Botton, sobre “Empreendedorismo no mundo científico”, a PROMIP e seu CEO, Dr. Marcelo Poletti, foram citados como exemplos no mundo empreendedor.

Público alvo

O evento teve como público alvo, representantes do setor agrícola, professores, pesquisadores de instituições públicas e privadas, além da participação de empresas voltadas ao desenvolvimento de produtos destinados ao manejo sustentável de fitonematoides em diferentes culturas.  Dessa forma, o evento proporcionou trocas de conhecimentos com professores, pesquisadores e demais membros envolvidos no setor.

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Promip foi citada como exemplo de empresa empreendedora (Foto: Dra. Adriana Gábia)

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Encontro entre nematologistas e membros da empresa Corteva AgriScience (Foto: Dra. Adriana Gábia)

Encontro entre produtores de grãos discute controle biológico para o manejo de pragas

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Na próxima quinta-feira (7), acontece o 1º Eprogrãos – NP, Encontro de Produtores de Grãos do Noroeste Paulista, um encontro promovido para troca de experiências e conhecimentos a produtores, que será realizado pela Aprosoja SP (Associação dos Produtores de Soja de São Paulo). A PROMIP é parceira desta iniciativa.

A programação inclui palestras e debates sobre aumento de produtividade, qualidade do plantio e manejo de pragas com controle biológico.

O 1º Eprogrãos ocorrerá no Sitio Santa Maria, acesso pela rodovia Odilon Nogueira, KM 10 que liga Mesópolis a Paranapuã.

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Em treinamento para certificação na PIMo, PROMIP aborda controle biológico de ácaros em morangueiro

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No próximo dia 8 de junho a Embrapa realizará o Dia de Campo Manejo Integrado de Pragas (MIP), o evento conta com a PROMIP entre os parceiros.

O dia de campo será destinado a produtores que desejam certificar sua produção na PIMo (Produção Integrada de Morango), de acordo com as Normas Técnicas da PIMo, é proibido utilizar recursos humanos sem a devida capacitação para o controle de pragas.

A PROMIP abordará no treinamento o controle biológico de ácaros na cultura do morango. O evento também abordará temas como monitoramento e manejo das pragas do morangueiro e seus inimigos naturais com Maria Aparecida Zawadneak, da UFPR, observação de abelhas no campo e polinização como fator de produção na cultura do morango, com Katia Braga.

A partir das 15h será feita uma simulação de liberação de ácaros predadores, exemplificado o controle biológico de ácaro rajado, que tem sido considerado a praga-chave da cultura do morango no Estado de São Paulo.

O Dia de Campo acontece no Parque Duílio Maziero em Atibaia/SP, busca oferecer treinamento nas recomendações técnicas para a avaliação e o registro da incidência de pragas por meio de monitoramento.

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Manejo biológico de pragas é destaque em treinamento dirigido a produtores de abacate em Socorro/SP

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No último sábado, 19 de maio, aconteceu o Treinamento Técnico para Abacateiro de Alta Produtividade em Socorro/SP. O evento reuniu cerca de 60 produtores da região que discutiram temas como boas práticas e manejo biológico de pragas na produção de abacates.

Esta cultura tem ganho um espaço muito grande na produção agrícola brasileira e a região de Socorro tem uma condição climática adequada para as variedades que estão mais em alta no mercado.

“A produção comercial de abacates está ganhando um volume grande na exportação, o treinamento teve com intuito atentar o agricultor para o manejo adequado com controle biológico, visando sempre o ganho de qualidade do produto para o mercado exterior”, destaca da bióloga Dra. Lillian Silveira Pereira, Analista de Desenvolvimento de Novos Mercados da PROMIP que ministrou palestra sobre o manejo de pragas no evento.

Na região de Socorro, a maioria dos produtores são agricultores familiares de pequeno e médio porte. Segundo o sócio proprietário da Revenda Produtiva Agro, Thomas de Faria Tafner, que organizou o evento em parceria com a PROMIP, os agricultores já estão propensos a optar por um manejo mais limpo, utilizando o mínimo possível de defensivos, por esta razão, as palestras foram importantes para esclarecer as dúvidas dos produtores.

“Embora todos os participantes já tenham conhecimento da ferramenta de controle biológico, ela ainda é novidade, nós queremos incentivar o manejo biológico pois é muito melhor, é seguro e eficaz”, afirma.

A principal praga causadora de prejuízos nos abacateiros é a que pela falta de métodos seguros e viáveis de controle, continua sendo fator limitante para o cultivo do abacate no Brasil.

O destaque do evento foi potencial do uso do parasitóide Trichogramma pretiosum(TRICHOMIP P) para o controle da broca do abacate (Stenoma catenifer), praga-chave que tem causado danos severos nas áreas de produção comercial de abacates no Brasil

O TRICHOMIP P é um produto que contem microvespas que parasitam ovos de diversas espécies de mariposas, como a broca do abacate, ao fim do ciclo, em vez de nascer uma lagarta da praga, nasce uma nova vespinha em seu lugar, dando continuidade ao controle.

“As palestras foram esclarecedoras e agora temos que trabalhar em conjunto com o produtor, temos que ensinar, capacitá-lo para a utilizar essa tecnologia para que obtenha sucesso”, finaliza Tafner.

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Palestra destaca o uso de Trichogramma pretiosum para o manejo da broca do abacate

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Vários produtores da região participaram do evento em Socorro/SP

Treinamento em Socorro discute tecnologias em controle biológico e alta produtividade para abacateiro

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No próximo sábado, dia 19 de maio, será realizado em Socorro/SP um treinamento técnico para produtores de abacate da região. O evento conta com a parceria da PROMIP.

O treinamento abordará todas as etapas produtivas da cultura do abacate, desde a produção da muda até pós colheita: adubação, poda, pragas e doenças.

“A intenção é que o produtor tenha mais ferramentas, alternativas para o controle de pragas e manejo da adubação para uma fruta de melhor qualidade, para que o produtor tenha maior rentabilidade e comercialização”, explica o engenheiro agrônomo Bruno H. Leite Gonçalves, do Programa de Pós-graduação em Horticultura da UNESP Botucatu (Universidade do Estado de São Paulo), que será o palestrante na parte da manhã.

No período da tarde, o time técnico da PROMIP representado pela Dra. Lillian Silveira Pereira, apresentará aos agricultores ferramentas biológicas para o controle de pragas no abacateiro. O Trichomip P são microvespas parasitoides da espécie Trichogramma pretiosum conhecidas por parasitar ovos de lepidópteros (mariposas e borboletas), evitando o desenvolvimento da praga. Após a apresentação será feita uma demonstração da aplicação do produto via drone.

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UFPR promoveu curso de Controle Biológico Aplicado em Curitiba

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As pesquisas e registro de agentes de controle biológico tem apresentado crescimento expressivo nos últimos anos. Para acompanhar esta evolução a UFPR (Universidade Federal do Paraná) debateu os caminhos percorridos pelo controle biológico durante a semana do Ciclo de Atualização em Ciências Agrárias no curso “Controle Biológico de pragas: O Que Fizemos Até Aqui; Para Onde Devemos Ir?”.

O curso contou com a participação de profissionais atuantes no controle biológico, dentre eles, o Dr. Marcelo Poletti, Sócio Fundador e CEO da PROMIP, considerada a primeira biofabrica do Brasil. As palestras discutiram situação atual e perspectivas de evolução no controle biológico no mundo e no Brasil.

A Profa. Dra. Maria Aparecida Zawadneak pesquisadora na área de Entomologia Agrícola destaca o papel das universidades em preparar os profissionais para as demandas do mercado do controle biológico, segundo ela, o produtor precisa acreditar na ferramenta, mas é responsabilidade do Engenheiro Agrônomo garantir o sucesso desta estratégia na prática.

“Houve muita evolução em termos de oferta no controle biológico, os cursos de Agronomia nem sempre conseguem acompanhar esse crescimento, é importante em palestras, treinamentos e cursos, preparar o profissional para que a ferramenta seja aplicada de forma correta e garantir o seu sucesso”, afirma a Dra. Maria Aparecida.

A região metropolitana de Curitiba é uma área de muitas propriedades agrícolas que tem enfrentado problemas principalmente com a resistência de pragas, o Governo do Paraná, inclusive, tem atuado de forma a reduzir o uso de defensivos com forte fiscalização em todo o estado. Segundo o Engenheiro Agrônomo Reginaldo Fragoso, as ações para difusão do controle biológico têm sido desenvolvidas embarcando na necessidade dos próprios produtores em buscar soluções e alternativas eficazes para o controle de pragas.

“As porteiras estão abertas para mostrarmos que o controle biológico dá resultados, quem utiliza sabe e está satisfeito, os outros produtores quando ouvem dos resultados, também querem usar pois entendem o valor que a ferramenta vai agregar ao seu produto”, destaca.

Segundo ele, a receptividade do uso do controle biológico dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) é muito positiva, o mercado está buscando produtos mais limpos e o produtor uma estratégia que solucione os problemas que ele enfrenta, assim, quando este compreende todos os benefícios que vem embarcados à ferramenta, a aceitação é maior.

“Estamos formatando junto ao SENAR-PR um curso de preparação com instrutores que serão multiplicadores da ferramenta dentro do estado, mostrando que ela é realmente efetiva e benéfica”, reitera Fragoso.

Nosso papel

A PROMIP considera como parte fundamental de seu trabalho investir na propagação do controle biológico aos agricultores em todas as regiões que atua. Nossos Consultores Técnicos de Vendas (CTVs) promovem Palestras, Treinamentos e Dias de Campo com o intuito de difundir a ferramenta e levar ao conhecimento dos produtores os benefícios de nossos produtos biológicos: tecnologias limpas, sustentáveis, eficazes e rentáveis.

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O Dr. Marcelo Poletti, CEO da PROMIP, apresenta as tecnologias para o controle biológico desenvolvidas pela empresa durante a palestra ministrada na UFPR.

Programa do History Channel destaca a tecnologia desenvolvida pela PROMIP em controle biológico de pragas

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Os ácaros predadores e parasitoides da PROMIP são ferramentas que, dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) garantem ao agricultor controlar as pragas de forma sustentável, eficaz e com maior rentabilidade. A alta tecnologia aplicada no desenvolvimento dos produtos contribui para a solução dos problemas enfrentados pela agricultura brasileira, como destacado no pragrama “A cara do futuro” do History Channel.

Confira:

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