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2016-02-01
Macromip Max na Cultura da Rosa - Eficácia comprovada em baixa, média e alta infestação do ácaro rajado.
 
 

O ácaro rajado, Tetranychus urticiae é uma praga importante durante todas as etapas de produção de rosas – da muda a colheita. Além dos danos nas folhas provocados por sua alimentação que reduz a capacidade da planta em realizar a fotossíntese, em grandes infestações são facilmente encontrados nos botões, depreciando de forma direta o produto final. O ácaro rajado apresenta coloração opaca esverdeada, com duas manchas escuras na face dorsal. Em altas populações e/ou durante as horas mais quentes do dia são facilmente visíveis na parte superior da folha, tecendo uma grande quantidade de teia, que é facilmente visível.

 

Ácaro rajado em alta densidade, com a formação de teias, em roseira.

 

O ácaro rajado se multiplica rapidamente em roseiras, sendo favorecidos pelo clima quente e seco. Dessa forma, o controle biológico dessa praga deve ser iniciado logo no início da infestação, de preferência antes que a densidade populacional da praga não atinja o número de 5 ácaros rajado por folíolo. Infelizmente, muitas vezes o produtor só percebe a presença da praga quando há formação da teia, o que indica que a densidade populacional da praga já é bastante alta. Uma boa forma de monitorar a início da infestação é fazer amostragens das folhas semanalmente.

Sintoma do ataque do ácaro rajado em folhas de roseira

 

Um acompanhamento da liberação de predadores para o controle de ácaro rajado foi realizado em uma plantação de rosa spray, do produtor Wanderley Dias, no município de Holambra (SP) entre novembro e dezembro de 2015. Um total de 350 m² divididos em 6 vãos, três destes já enxertados e outros três ainda não enxertados (cavalo). Um dos motivos do atraso da enxertia em três vãos foi a alta infestação com ácaro rajado no cavalo.

O monitoramento prévio mostrou uma baixa infestação por ácaro rajado nos vãos já enxertados e em um vão ainda no cavalo, com uma média de 22 ácaros por folíolo. Nesses vãos foram liberados Macromip Max, na densidade de 20 predadores/m². Quatro semanas após a liberação a média de ácaros rajados caiu para cinco por folíolo e foram encontrados uma média de dois predadores por folíolo (Figura).

 

Figura 1. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com

 MACROMIP MAX. Área com baixa infestação.

 

Um outro vão apresentou uma infestação média de 80 ácaros por folíolo. Nesse cenário foram liberados 150 predadores/m² (Macromip Max). Após quatro semanas o número médio de ácaro rajado por folíolo caiu para 16 enquanto foram encontrados uma média de 7,5 predadores por folíolo (Figura 2).

 

Figura 2. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com Macromip Max. Área com média infestação.

 

Um dos vãos apresentou alta infestação com uma média de 240 ácaros por folíolo, com folhas amareladas e com bastante teia. Nessa situação foram feitas duas liberações de MACROMIP MAX, na primeira semana uma densidade de 150 predadores/m² e na segunda semana uma densidade de 60 predadores/m². Após quatro semanas a média de ácaros praga por folíolo caiu para aproximadamente 16, com uma média de quatro predadores por folíolo (Figura 3).

 

Figura 3. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com MACROMIP MAX. Vão com alta infestação.

 

Em todos os vãos foram feitas duas lavagens com água em abundância nas duas primeiras semanas, esse manejo desfavorece a praga (que prefere ambientes secos), inclusive diminuindo a quantidade de teias que são utilizadas principalmente para a dispersão da praga e, por outro lado, favorece os ácaros predadores que preferem ambientes úmidos e assim se reproduzem em maior quantidade. Um efeito nítido desse manejo foi a redução da quantidade de teia no vão que apresentava alta infestação, o que facilitou a ação dos predadores. Essas lavagens foram feitas sempre no período da manhã, em dias ensolarados para que as plantas secassem até o período da tarde.

                A liberação dos predadores em conjunto com o manejo adotado pelo produtor permitiu que em apenas quatro semanas a infestação de ácaro rajado na área caísse para níveis aceitáveis, nos quais foi possível dar continuidade no processo de enxertia e garantir hastes produtivas livres do ácaro rajado.

 

 

Vão com alta infestação de ácaro rajado no momento da liberação (esquerda) e quatro semanas após a liberação (direita)

 

Folíolo com alta infestação de ácaro rajado no momento da liberação (esquerda) e quatro semanas após a liberação (direita).

 

Momento da enxertia (esquerda) e 20 dias após a enxertia (direita). Hastes sem a presença do ácaro rajado.

 

 

Dra. Grazielle Furtado Moreira

Promip - Manejo Integrado de Pragas

 
 
 
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Macromip Max na Cultura da Rosa - Eficácia comprovada em baixa, média e alta infestação do ácaro rajado.
2016-02-01

O ácaro rajado, Tetranychus urticiae é uma praga importante durante todas as etapas de produção de rosas – da muda a colheita. Além dos danos nas folhas provocados por sua alimentação que reduz a capacidade da planta em realizar a fotossíntese, em grandes infestações são facilmente encontrados nos botões, depreciando de forma direta o produto final. O ácaro rajado apresenta coloração opaca esverdeada, com duas manchas escuras na face dorsal. Em altas populações e/ou durante as horas mais quentes do dia são facilmente visíveis na parte superior da folha, tecendo uma grande quantidade de teia, que é facilmente visível.

 

Ácaro rajado em alta densidade, com a formação de teias, em roseira.

 

O ácaro rajado se multiplica rapidamente em roseiras, sendo favorecidos pelo clima quente e seco. Dessa forma, o controle biológico dessa praga deve ser iniciado logo no início da infestação, de preferência antes que a densidade populacional da praga não atinja o número de 5 ácaros rajado por folíolo. Infelizmente, muitas vezes o produtor só percebe a presença da praga quando há formação da teia, o que indica que a densidade populacional da praga já é bastante alta. Uma boa forma de monitorar a início da infestação é fazer amostragens das folhas semanalmente.

Sintoma do ataque do ácaro rajado em folhas de roseira

 

Um acompanhamento da liberação de predadores para o controle de ácaro rajado foi realizado em uma plantação de rosa spray, do produtor Wanderley Dias, no município de Holambra (SP) entre novembro e dezembro de 2015. Um total de 350 m² divididos em 6 vãos, três destes já enxertados e outros três ainda não enxertados (cavalo). Um dos motivos do atraso da enxertia em três vãos foi a alta infestação com ácaro rajado no cavalo.

O monitoramento prévio mostrou uma baixa infestação por ácaro rajado nos vãos já enxertados e em um vão ainda no cavalo, com uma média de 22 ácaros por folíolo. Nesses vãos foram liberados Macromip Max, na densidade de 20 predadores/m². Quatro semanas após a liberação a média de ácaros rajados caiu para cinco por folíolo e foram encontrados uma média de dois predadores por folíolo (Figura).

 

Figura 1. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com

 MACROMIP MAX. Área com baixa infestação.

 

Um outro vão apresentou uma infestação média de 80 ácaros por folíolo. Nesse cenário foram liberados 150 predadores/m² (Macromip Max). Após quatro semanas o número médio de ácaro rajado por folíolo caiu para 16 enquanto foram encontrados uma média de 7,5 predadores por folíolo (Figura 2).

 

Figura 2. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com Macromip Max. Área com média infestação.

 

Um dos vãos apresentou alta infestação com uma média de 240 ácaros por folíolo, com folhas amareladas e com bastante teia. Nessa situação foram feitas duas liberações de MACROMIP MAX, na primeira semana uma densidade de 150 predadores/m² e na segunda semana uma densidade de 60 predadores/m². Após quatro semanas a média de ácaros praga por folíolo caiu para aproximadamente 16, com uma média de quatro predadores por folíolo (Figura 3).

 

Figura 3. Flutuação populacional do ácaro rajado em lavoura de rosas tratada com MACROMIP MAX. Vão com alta infestação.

 

Em todos os vãos foram feitas duas lavagens com água em abundância nas duas primeiras semanas, esse manejo desfavorece a praga (que prefere ambientes secos), inclusive diminuindo a quantidade de teias que são utilizadas principalmente para a dispersão da praga e, por outro lado, favorece os ácaros predadores que preferem ambientes úmidos e assim se reproduzem em maior quantidade. Um efeito nítido desse manejo foi a redução da quantidade de teia no vão que apresentava alta infestação, o que facilitou a ação dos predadores. Essas lavagens foram feitas sempre no período da manhã, em dias ensolarados para que as plantas secassem até o período da tarde.

                A liberação dos predadores em conjunto com o manejo adotado pelo produtor permitiu que em apenas quatro semanas a infestação de ácaro rajado na área caísse para níveis aceitáveis, nos quais foi possível dar continuidade no processo de enxertia e garantir hastes produtivas livres do ácaro rajado.

 

 

Vão com alta infestação de ácaro rajado no momento da liberação (esquerda) e quatro semanas após a liberação (direita)

 

Folíolo com alta infestação de ácaro rajado no momento da liberação (esquerda) e quatro semanas após a liberação (direita).

 

Momento da enxertia (esquerda) e 20 dias após a enxertia (direita). Hastes sem a presença do ácaro rajado.

 

 

Dra. Grazielle Furtado Moreira

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