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2016-05-24
Macrobiológicos em Soja: Pesquisas avançam com resultados cada vez mais promissores
 
 

Os avanços alcançados pela pesquisa científica têm levado a inovações tecnológicas que auxiliam o trabalho do agricultor no controle de pragas da soja, aumentando seus rendimentos e consequentemente reduzindo custos e tarefas atreladas à atividade. O sucesso na adesão de novas tecnologias voltadas ao manejo fitossanitário nesta cultura, deve compor um pacote tecnológico embasado nos conceitos e premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

A soja está sujeita, durante todo o seu ciclo, ao ataque de diferentes espécies de insetos e doenças que causam danos e enormes perdas. “O MIP-Soja é uma tecnologia atual que visa integrar as diferentes táticas de manejo de pragas nesta cultura de forma sustentável. Sendo assim, a utilização do controle biológico aplicado com parasitoides é mais uma ferramenta de manejo para ser integrada nesse conceito, diz o entomologista Dr. Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja.

Dr. Adeney de Freitas Bueno, Pesquisador em Entomologia EMBRAPA-Soja. Foto: EMBRAPA

A Embrapa tem divulgado o MIP-Soja de diferentes maneiras, sendo as principais através de palestras ministradas por seus pesquisadores, além da mídia de rádio, TV e internet e alguns treinamentos oferecidos a técnicos e produtores rurais. Atualmente a Embrapa concentra seus esforços de pesquisa em três espécies de potenciais de parasitoides de ovos para o controle biológico de pragas na cultura. Trichogramma pretiosum para manejo de lepidópteros, Telenomus remus para o manejo de lagartas do gênero Spodoptera e Telenomus podisi para o manejo dos percevejos que atacam os grãos da planta. “As pesquisas são as mais diversas possíveis desde o processo de melhora de criação dessas “vespinhas” no laboratório até tecnologias mais apropriadas para sua liberação no campo para que as mesmas consigam ter sucesso no combate às pragas. O estudo da quantidade necessária para liberação, do melhor momento para liberação e da tecnologia de liberação estão entre as prioridades de pesquisa no momento. As expectativas são que essa tecnologia se torne uma realidade para ser utilizada pelo agricultor contribuindo para o manejo de pragas na cultura”, diz.


O parasitoide Trichogramma pretiosum apresenta excelente eficácia para o controle de ovos de lepidópteros que atacam a soja e outras grandes culturas. Foto: EMBRAPA.

A falta de incentivos à produção sustentável de alimentos associada aos altos preços dos produtos agrícolas produzidos, baixos preços dos agrotóxicos e uma carência de uma assistência técnica oficial, isenta de interesses comerciais de venda, muitas vezes, levam o produtor rural a não utilizar o MIP. Segundo Bueno, o uso de agroquímicos não inibe a adoção de parasitoides em soja. “Os produtos químicos são uma importante ferramenta para a produção agrícola nacional. O que pode sim inibir a adoção dos parasitoides em soja, como em qualquer outra cultura, é a má utilização dos produtos químicos. Os agrotóxicos não são um problema, seu uso errado, de forma abusiva e sem critérios técnicos é. Esse cenário indesejado do mau uso dos produtos químicos só pode ser corrigido se o MIP for adotado como recomendado pela pesquisa científica”, afirma.

O Dr. Bueno afirma que, para ser bem-sucedido, o MIP deve ser bem estruturado, inclusive utilizando a seletividade em agroquímicos. “Até mesmo o próprio controle biológico, quando usado de forma errada, não trará sucesso ao cultivo. É importante utilizar produtos seletivos aos insetos benéficos que devem ser aplicados apenas quando necessário for, ou seja, quando a praga estiver em populações que prejudiquem a produtividade” finaliza.

“É possível realizar o controle de ovos de lepidópteros com os parasitoides na soja, no entanto é preciso acompanhar a população da área com utilização de armadilhas de feromônio, a fim de observar os picos populacionais e o momento para a liberação do parasitoide”, afirma a Dra. Lúcia Vivan, pesquisadora da Fundação MT.

A Fundação tem realizado trabalhos em áreas de produtores com implementação do MIP, realizando o monitoramento semanal e posicionando o controle de acordo com a espécie e população encontrada. Ao final, segundo a Dra. Lúcia, se faz um estudo da flutuação da população nos dois sistemas e também o custo de controle relacionado com a produtividade de cada área. “Com esse estudo é possível mostrar aos produtores o melhor momento da aplicação e métodos de controle a ser utilizado. Nesse estudo realizamos a liberação de parasitoides de ovos de lepidópteros nos momentos onde há aumento de mariposas e identificação de posturas. Com dois anos de estudo é possível observar uma redução da infestação de lepidópteros na área do MIP com a implementação dessas estratégias”, afirma.

Os resultados obtidos pela Fundação MT em testes realizados durante a safra 2015/16 mostraram que a área com MIP - liberação de parasitoides e monitoramento apresentou flutuação populacional de lagartas inferior. “Em alguns momentos, em relação à área do produtor, teve um menor número de pulverizações e a produtividade dessa área foi semelhante a produtividade do produtor, no entanto o custo operacional e de produtos menor”, relata.

Na opinião da pesquisadora, embora os bons resultados obtidos, ainda faltam algumas ações para que haja maior adesão do produtor ao controle biológico de praga, como identificar o melhor momento da liberação, ter uma técnica de liberação que seja rápida e efetiva em toda a área a ser liberada e ter uma espécie de Trichogramma que seja adaptada na região em relação à atividade do parasitoide. “ É necessário mostrar ao produtor a eficiência de controle, que ele pode manejar essa população com os parasitoides, evitando o uso excessivo de químicos e com isso manter o equilíbrio de insetos na cultura”, finaliza.

A PROMIP tem obtido avanços nos estudos de viabilidade de uso do parasitóides de ovos Trichogramma pretiosum (Trichomip-P) em diversas culturas, incluindo um novo método de aplicação em campo, o que viabilizará o emprego deste parasitoide em grandes áreas de produção agrícola comercial. Em breve a empresa disponibilizará maiores detalhes sobre esse método inovador.

 


Matéria exclusiva publicada pelo Portal de Manejo Integrado de Pragas (Promip) em 24 de maio de 2016.
Autor: Thiago Peres.

 

 
 
 
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Macrobiológicos em Soja: Pesquisas avançam com resultados cada vez mais promissores
2016-05-24

Os avanços alcançados pela pesquisa científica têm levado a inovações tecnológicas que auxiliam o trabalho do agricultor no controle de pragas da soja, aumentando seus rendimentos e consequentemente reduzindo custos e tarefas atreladas à atividade. O sucesso na adesão de novas tecnologias voltadas ao manejo fitossanitário nesta cultura, deve compor um pacote tecnológico embasado nos conceitos e premissas do Manejo Integrado de Pragas (MIP).

A soja está sujeita, durante todo o seu ciclo, ao ataque de diferentes espécies de insetos e doenças que causam danos e enormes perdas. “O MIP-Soja é uma tecnologia atual que visa integrar as diferentes táticas de manejo de pragas nesta cultura de forma sustentável. Sendo assim, a utilização do controle biológico aplicado com parasitoides é mais uma ferramenta de manejo para ser integrada nesse conceito, diz o entomologista Dr. Adeney de Freitas Bueno, pesquisador da Embrapa Soja.

Dr. Adeney de Freitas Bueno, Pesquisador em Entomologia EMBRAPA-Soja. Foto: EMBRAPA

A Embrapa tem divulgado o MIP-Soja de diferentes maneiras, sendo as principais através de palestras ministradas por seus pesquisadores, além da mídia de rádio, TV e internet e alguns treinamentos oferecidos a técnicos e produtores rurais. Atualmente a Embrapa concentra seus esforços de pesquisa em três espécies de potenciais de parasitoides de ovos para o controle biológico de pragas na cultura. Trichogramma pretiosum para manejo de lepidópteros, Telenomus remus para o manejo de lagartas do gênero Spodoptera e Telenomus podisi para o manejo dos percevejos que atacam os grãos da planta. “As pesquisas são as mais diversas possíveis desde o processo de melhora de criação dessas “vespinhas” no laboratório até tecnologias mais apropriadas para sua liberação no campo para que as mesmas consigam ter sucesso no combate às pragas. O estudo da quantidade necessária para liberação, do melhor momento para liberação e da tecnologia de liberação estão entre as prioridades de pesquisa no momento. As expectativas são que essa tecnologia se torne uma realidade para ser utilizada pelo agricultor contribuindo para o manejo de pragas na cultura”, diz.


O parasitoide Trichogramma pretiosum apresenta excelente eficácia para o controle de ovos de lepidópteros que atacam a soja e outras grandes culturas. Foto: EMBRAPA.

A falta de incentivos à produção sustentável de alimentos associada aos altos preços dos produtos agrícolas produzidos, baixos preços dos agrotóxicos e uma carência de uma assistência técnica oficial, isenta de interesses comerciais de venda, muitas vezes, levam o produtor rural a não utilizar o MIP. Segundo Bueno, o uso de agroquímicos não inibe a adoção de parasitoides em soja. “Os produtos químicos são uma importante ferramenta para a produção agrícola nacional. O que pode sim inibir a adoção dos parasitoides em soja, como em qualquer outra cultura, é a má utilização dos produtos químicos. Os agrotóxicos não são um problema, seu uso errado, de forma abusiva e sem critérios técnicos é. Esse cenário indesejado do mau uso dos produtos químicos só pode ser corrigido se o MIP for adotado como recomendado pela pesquisa científica”, afirma.

O Dr. Bueno afirma que, para ser bem-sucedido, o MIP deve ser bem estruturado, inclusive utilizando a seletividade em agroquímicos. “Até mesmo o próprio controle biológico, quando usado de forma errada, não trará sucesso ao cultivo. É importante utilizar produtos seletivos aos insetos benéficos que devem ser aplicados apenas quando necessário for, ou seja, quando a praga estiver em populações que prejudiquem a produtividade” finaliza.

“É possível realizar o controle de ovos de lepidópteros com os parasitoides na soja, no entanto é preciso acompanhar a população da área com utilização de armadilhas de feromônio, a fim de observar os picos populacionais e o momento para a liberação do parasitoide”, afirma a Dra. Lúcia Vivan, pesquisadora da Fundação MT.

A Fundação tem realizado trabalhos em áreas de produtores com implementação do MIP, realizando o monitoramento semanal e posicionando o controle de acordo com a espécie e população encontrada. Ao final, segundo a Dra. Lúcia, se faz um estudo da flutuação da população nos dois sistemas e também o custo de controle relacionado com a produtividade de cada área. “Com esse estudo é possível mostrar aos produtores o melhor momento da aplicação e métodos de controle a ser utilizado. Nesse estudo realizamos a liberação de parasitoides de ovos de lepidópteros nos momentos onde há aumento de mariposas e identificação de posturas. Com dois anos de estudo é possível observar uma redução da infestação de lepidópteros na área do MIP com a implementação dessas estratégias”, afirma.

Os resultados obtidos pela Fundação MT em testes realizados durante a safra 2015/16 mostraram que a área com MIP - liberação de parasitoides e monitoramento apresentou flutuação populacional de lagartas inferior. “Em alguns momentos, em relação à área do produtor, teve um menor número de pulverizações e a produtividade dessa área foi semelhante a produtividade do produtor, no entanto o custo operacional e de produtos menor”, relata.

Na opinião da pesquisadora, embora os bons resultados obtidos, ainda faltam algumas ações para que haja maior adesão do produtor ao controle biológico de praga, como identificar o melhor momento da liberação, ter uma técnica de liberação que seja rápida e efetiva em toda a área a ser liberada e ter uma espécie de Trichogramma que seja adaptada na região em relação à atividade do parasitoide. “ É necessário mostrar ao produtor a eficiência de controle, que ele pode manejar essa população com os parasitoides, evitando o uso excessivo de químicos e com isso manter o equilíbrio de insetos na cultura”, finaliza.

A PROMIP tem obtido avanços nos estudos de viabilidade de uso do parasitóides de ovos Trichogramma pretiosum (Trichomip-P) em diversas culturas, incluindo um novo método de aplicação em campo, o que viabilizará o emprego deste parasitoide em grandes áreas de produção agrícola comercial. Em breve a empresa disponibilizará maiores detalhes sobre esse método inovador.

 


Matéria exclusiva publicada pelo Portal de Manejo Integrado de Pragas (Promip) em 24 de maio de 2016.
Autor: Thiago Peres.

 

 
 
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