x
 INSTITUCIONAL
 PRODUTOS
 SERVIÇOS
 EXCLUSIVO
 ARTIGOS
 IMPRENSA
 AGRICULTURA
 MIP
 +55 19 99695-2666
x
NEOMIP MAX
MACROMIP MAX
STRATIOMIP
TRICHOMIP-P
TRICHOMIP-G
Eficácia e Praticabilidade Agronômica
Estudos de Resíduos Químicos
MIP
Seletividade (Organismos Não Alvo)
Menu E-Commerce Busca
 
 

Você está em: Exclusivo

 
 
 
 
2016-06-24
Resistência de Pragas à Inseticidas: O MIP é a única saída para evitar esse problema
 
 

O uso incorreto dos produtos fitossanitários tem afetado diretamente a rentabilidade do agricultor. Neste cenário, o desenvolvimento de populações de pragas resistentes à diferentes compostos químicos destaca-se com entrave à produção agrícola. “Resistência é a capacidade de alguns indivíduos da população da praga em sobreviver a doses do inseticida que seriam letais para a maioria dos indivíduos da população”, explica o Dr. Everaldo Batista Alves, Pesquisador da Promip.

Em seus laboratórios a PROMIP realiza testes para detecção e monitoramento da resistência de pragas-alvo à produtos químicos e transgênicos. Esses testes compõem programa para manejo da resistência em diversas culturas (soja, milho, cana, algodão, etc). Foto: PROMIP­­­

A resistência é uma característica genética, no qual alguns indivíduos são dotados de mecanismos capazes de evitar ou impedir que os inseticidas atuem no processo de intoxicação, estes mecanismos são encontrados de forma espontânea na natureza ou na população da praga e estão presentes, mesmo sem a exposição da praga a qualquer componente químico ou agrotóxico. “Outro fato importante é que, sendo a resistência uma característica genética ela é transmitida de pais para filhos”, alerta Alves.
Segundo o pesquisador, a resistência é reflexo do uso contínuo de um mesmo inseticida ou de inseticidas de grupos químicos e modo de ação semelhantes, seu uso sequencial faz com que os indivíduos suscetíveis ao produto sejam mortos e os resistentes sobrevivam, multiplicando-se. “Uma vez que com o uso do inseticida, o ambiente se torna modificado “mais apto” para os indivíduos que carregam o gene de resistência a aquele inseticida”, diz Alves.

Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cerca de 800 espécies de insetos e ácaros resistentes a pelo menos uma classe de composto químico já foram documentadas. No caso de ácaro-rajado (Tetranychus urticae), por exemplo, que é praga que ataca diversas culturas como morango, crisântemo, rosa, pêssego, algodão e mamão, testes mostraram resistência de aproximadamente 3 mil vezes para o acaricida fenpiroximato.

A evolução da resistência de pragas a inseticidas e acaricidas pode representar um sério problema ao agricultor, levando, em muitos casos, a um aumento na frequência de aplicação de produtos químicos, com consequente aumento na mão de obra e custo da produção. “O uso mais intenso de agroquímicos pode também representar um aumento no risco de intoxicação do agricultor, devido à sua maior exposição aos compostos utilizados. No caso de resistência múltipla, a praga pode apresentar resistência a quase todos os inseticidas registrados para o seu controle, tornando o controle químico praticamente inviável”, afirma o Dr. Mario Eidi Sato, pesquisador do Instituto Biológico de Campinas/SP.

Nas últimas décadas, a descoberta de novos inseticidas, de grupos químicos e modo de ação distintos dos inseticidas já existentes no mercado está se tornando cada vez mais difícil. Desta forma, o agricultor não tem novas opções quando o produto esta apresentando falhas de controle devido à evolução da resistência, e assim o problema se torna evidente.

Na opinião do Dr. Sato, uma das melhores maneiras para minimizar o problema da resistência a inseticidas é a adoção de estratégias de manejo que visem à redução no uso de inseticidas, minimizando assim a pressão de seleção e, consequentemente, a seleção de populações resistentes aos produtos químicos. “Para as pragas em que o uso de inseticidas é necessário para garantir a produção agrícola, deve se evitar o uso repetitivo de produtos com mesmo princípio ativo ou modo de ação. A rotação de produtos químicos com diferentes modos de ação é uma estratégia fundamental para minimizar o problema da resistência”, diz.

Segundo Sato, a adoção de estratégias do MIP (Manejo Integrado de Pragas) também é fundamental para evitar ou minimizar o problema da evolução da resistência a inseticidas. “Com a realização do monitoramento do nível de infestação das pragas é possível reduzir consideravelmente o número de aplicações de inseticidas, com a utilização dos produtos químicos somente quando as densidades populacionais da praga atingem níveis que podem causar danos econômicos à produção. Outra estratégia importante e o uso preferencial de produtos seletivos aos inimigos naturais, para a preservação do controle biológico natural”, explica.

Os inimigos naturais podem matar os insetos resistentes, reduzindo a incidência desses organismos no campo. No caso de algumas espécies de inimigos naturais, como ácaros predadores e parasitoides, é possível realizar a liberação desses organismos em grandes quantidades no campo, visando um controle biológico efetivo da praga. “O manejo de pragas, com uso de inimigos naturais, representa uma das estratégias mais efetivas para minimizar o problema da resistência de pragas a inseticidas”, reitera Sato.

A PROMIP como uma empresa de pesquisa oferece um pacote completo de soluções, para os agricultores e empresas detentoras de inseticidas, que queiram evitar ou diminuir a evolução da resistência a seus produtos, que englobam o Manejo Integrado de Pragas, como serviços de monitoramento da resistência a inseticidas e produtos para o controle biológico (ácaros e parasitoides). Para as empresas detentoras de inseticidas, a PROMIP realiza estudos básicos e aplicados capazes de gerar subsídios para o manejo da resistência de pragas aos inseticidas, estudos de resistência cruzada, dinâmica da resistência, até a elaboração de estratégias para evitar e/ou diminuir a evolução da resistência.

Para reverter o problema associados às falhas de controle de pragas devido à resistência em campo, de acordo com o Dr. Alves, as melhores estratégias de manejo da resistência são aquelas que preconizam a adoção de medidas e curativas. As preventivas, seriam elaboradas durante a fase de desenvolvimento dos inseticidas e implementadas no momento que o produto fosse lançado no mercado, no entanto, ainda são poucos os casos de implementação de estratégias dessa natureza. Quanto as estratégias curativas são mais frequentes, que é o reflexo do que esta ocorrendo no campo. Os casos de sucesso das medidas curativas são mais difíceis e ira depender de fatores relacionados à biotecnologia da praga, principalmente mobilidade e hábitos alimentares. “De uma forma geral, sem levar em conta detalhes específicos, para ambas as medidas preventivas e curativas, as principais recomendações é a diversificação de estratégias de controle de pragas, seguindo realmente as recomendações do Manejo Integrado de Pragas”, complementa Alves.

O pesquisador explica que o MIP em sua essência constitui na utilização de diferentes estratégias de controle da praga, sendo que o uso de inseticidas constituiria mais uma delas, porém, apenas esta ferramenta não é capaz de resolver o problema e torna o desenvolvimento de resistência inevitável. “Algumas estratégias de controle de pragas, citadas no MIP, principalmente o controle biológico não discriminam insetos suscetíveis e resistentes e desta forma, o uso destas estratégias ajuda a reduzir os genes de resistência selecionados para inseticidas fazendo com que a destes indivíduos diminua ao longo do tempo, retornando à suscetibilidade”, comenta.

De acordo com o Diretor Geral da PROMIP, Dr. Marcelo Poletti, a empresa oferece aos seus parceiros diferentes estudos que visam diagnosticar e mitigar o problema da resistência em campo, preservando as moléculas desenvolvidas por seus clientes e consequentemente melhorando o manejo de pragas em campo. Desde 2010 a Promip tem colaborado com o IRAC-BR (Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas) na realização de estudos para a detecção e manejo da resistência de mosca-branca, percevejo marron da soja, lagarta falsa medideira da soja, dentre outros. O monitoramento da suscetibilidade de pragas-alvo nas grandes culturas é a chave para o sucesso do MIP, finaliza Poletti.

 


Matéria exclusiva publicada pelo Portal Promip em 24 de junho de 2016.

 

 

 
 
 
voltar para home
 
Resistência de Pragas à Inseticidas: O MIP é a única saída para evitar esse problema
2016-06-24

O uso incorreto dos produtos fitossanitários tem afetado diretamente a rentabilidade do agricultor. Neste cenário, o desenvolvimento de populações de pragas resistentes à diferentes compostos químicos destaca-se com entrave à produção agrícola. “Resistência é a capacidade de alguns indivíduos da população da praga em sobreviver a doses do inseticida que seriam letais para a maioria dos indivíduos da população”, explica o Dr. Everaldo Batista Alves, Pesquisador da Promip.

Em seus laboratórios a PROMIP realiza testes para detecção e monitoramento da resistência de pragas-alvo à produtos químicos e transgênicos. Esses testes compõem programa para manejo da resistência em diversas culturas (soja, milho, cana, algodão, etc). Foto: PROMIP­­­

A resistência é uma característica genética, no qual alguns indivíduos são dotados de mecanismos capazes de evitar ou impedir que os inseticidas atuem no processo de intoxicação, estes mecanismos são encontrados de forma espontânea na natureza ou na população da praga e estão presentes, mesmo sem a exposição da praga a qualquer componente químico ou agrotóxico. “Outro fato importante é que, sendo a resistência uma característica genética ela é transmitida de pais para filhos”, alerta Alves.
Segundo o pesquisador, a resistência é reflexo do uso contínuo de um mesmo inseticida ou de inseticidas de grupos químicos e modo de ação semelhantes, seu uso sequencial faz com que os indivíduos suscetíveis ao produto sejam mortos e os resistentes sobrevivam, multiplicando-se. “Uma vez que com o uso do inseticida, o ambiente se torna modificado “mais apto” para os indivíduos que carregam o gene de resistência a aquele inseticida”, diz Alves.

Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cerca de 800 espécies de insetos e ácaros resistentes a pelo menos uma classe de composto químico já foram documentadas. No caso de ácaro-rajado (Tetranychus urticae), por exemplo, que é praga que ataca diversas culturas como morango, crisântemo, rosa, pêssego, algodão e mamão, testes mostraram resistência de aproximadamente 3 mil vezes para o acaricida fenpiroximato.

A evolução da resistência de pragas a inseticidas e acaricidas pode representar um sério problema ao agricultor, levando, em muitos casos, a um aumento na frequência de aplicação de produtos químicos, com consequente aumento na mão de obra e custo da produção. “O uso mais intenso de agroquímicos pode também representar um aumento no risco de intoxicação do agricultor, devido à sua maior exposição aos compostos utilizados. No caso de resistência múltipla, a praga pode apresentar resistência a quase todos os inseticidas registrados para o seu controle, tornando o controle químico praticamente inviável”, afirma o Dr. Mario Eidi Sato, pesquisador do Instituto Biológico de Campinas/SP.

Nas últimas décadas, a descoberta de novos inseticidas, de grupos químicos e modo de ação distintos dos inseticidas já existentes no mercado está se tornando cada vez mais difícil. Desta forma, o agricultor não tem novas opções quando o produto esta apresentando falhas de controle devido à evolução da resistência, e assim o problema se torna evidente.

Na opinião do Dr. Sato, uma das melhores maneiras para minimizar o problema da resistência a inseticidas é a adoção de estratégias de manejo que visem à redução no uso de inseticidas, minimizando assim a pressão de seleção e, consequentemente, a seleção de populações resistentes aos produtos químicos. “Para as pragas em que o uso de inseticidas é necessário para garantir a produção agrícola, deve se evitar o uso repetitivo de produtos com mesmo princípio ativo ou modo de ação. A rotação de produtos químicos com diferentes modos de ação é uma estratégia fundamental para minimizar o problema da resistência”, diz.

Segundo Sato, a adoção de estratégias do MIP (Manejo Integrado de Pragas) também é fundamental para evitar ou minimizar o problema da evolução da resistência a inseticidas. “Com a realização do monitoramento do nível de infestação das pragas é possível reduzir consideravelmente o número de aplicações de inseticidas, com a utilização dos produtos químicos somente quando as densidades populacionais da praga atingem níveis que podem causar danos econômicos à produção. Outra estratégia importante e o uso preferencial de produtos seletivos aos inimigos naturais, para a preservação do controle biológico natural”, explica.

Os inimigos naturais podem matar os insetos resistentes, reduzindo a incidência desses organismos no campo. No caso de algumas espécies de inimigos naturais, como ácaros predadores e parasitoides, é possível realizar a liberação desses organismos em grandes quantidades no campo, visando um controle biológico efetivo da praga. “O manejo de pragas, com uso de inimigos naturais, representa uma das estratégias mais efetivas para minimizar o problema da resistência de pragas a inseticidas”, reitera Sato.

A PROMIP como uma empresa de pesquisa oferece um pacote completo de soluções, para os agricultores e empresas detentoras de inseticidas, que queiram evitar ou diminuir a evolução da resistência a seus produtos, que englobam o Manejo Integrado de Pragas, como serviços de monitoramento da resistência a inseticidas e produtos para o controle biológico (ácaros e parasitoides). Para as empresas detentoras de inseticidas, a PROMIP realiza estudos básicos e aplicados capazes de gerar subsídios para o manejo da resistência de pragas aos inseticidas, estudos de resistência cruzada, dinâmica da resistência, até a elaboração de estratégias para evitar e/ou diminuir a evolução da resistência.

Para reverter o problema associados às falhas de controle de pragas devido à resistência em campo, de acordo com o Dr. Alves, as melhores estratégias de manejo da resistência são aquelas que preconizam a adoção de medidas e curativas. As preventivas, seriam elaboradas durante a fase de desenvolvimento dos inseticidas e implementadas no momento que o produto fosse lançado no mercado, no entanto, ainda são poucos os casos de implementação de estratégias dessa natureza. Quanto as estratégias curativas são mais frequentes, que é o reflexo do que esta ocorrendo no campo. Os casos de sucesso das medidas curativas são mais difíceis e ira depender de fatores relacionados à biotecnologia da praga, principalmente mobilidade e hábitos alimentares. “De uma forma geral, sem levar em conta detalhes específicos, para ambas as medidas preventivas e curativas, as principais recomendações é a diversificação de estratégias de controle de pragas, seguindo realmente as recomendações do Manejo Integrado de Pragas”, complementa Alves.

O pesquisador explica que o MIP em sua essência constitui na utilização de diferentes estratégias de controle da praga, sendo que o uso de inseticidas constituiria mais uma delas, porém, apenas esta ferramenta não é capaz de resolver o problema e torna o desenvolvimento de resistência inevitável. “Algumas estratégias de controle de pragas, citadas no MIP, principalmente o controle biológico não discriminam insetos suscetíveis e resistentes e desta forma, o uso destas estratégias ajuda a reduzir os genes de resistência selecionados para inseticidas fazendo com que a destes indivíduos diminua ao longo do tempo, retornando à suscetibilidade”, comenta.

De acordo com o Diretor Geral da PROMIP, Dr. Marcelo Poletti, a empresa oferece aos seus parceiros diferentes estudos que visam diagnosticar e mitigar o problema da resistência em campo, preservando as moléculas desenvolvidas por seus clientes e consequentemente melhorando o manejo de pragas em campo. Desde 2010 a Promip tem colaborado com o IRAC-BR (Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas) na realização de estudos para a detecção e manejo da resistência de mosca-branca, percevejo marron da soja, lagarta falsa medideira da soja, dentre outros. O monitoramento da suscetibilidade de pragas-alvo nas grandes culturas é a chave para o sucesso do MIP, finaliza Poletti.

 


Matéria exclusiva publicada pelo Portal Promip em 24 de junho de 2016.

 

 

 
 
voltar

 
© 2017 PROMIP. Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Sopa de Ideias
 
10 anos de PROMIP
FICOU INTERESSADO EM NOSSAS SOLUÇÕES?
FALE COM A PROMIP
Nome: E-mail: Mensagem:
Linkedin Facebook Instagram Youtube
Voltar
© 2017 PROMIP.
Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por Sopa de Ideias