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2017-04-04
Paris distribui larvas de joaninha para combater pragas em jardins
 
 

AUGUSTO PINHEIRO
RFI

A Prefeitura de Paris encontrou uma solução ecológica para o problema das pragas nas plantas e flores dos jardins, sacadas e terraços dos moradores da cidade. Ela vai distribuir 40 mil larvas de joaninha para os habitantes, para substituir o uso de pesticidas.

"A joaninha come outros insetos, é muito comum em plantas. É considerada benéfica por matar os parasitas que causam danos a cultivos agrícolas ou a plantas ornamentais", explica o professor João Roberto Spotti Lopes, chefe do Departamento de Entomologia e Acarologia da USP (Universidade de São Paulo).

O inseto carnívoro ajuda a combater um tipo de praga muito comum nos jardins. "São os afídios, popularmente conhecidos como pulgões. Eles sugam a seiva da planta e vivem em grupos, geralmente nas folhas mais novas. E a joaninha é um dos principais predadores deles. Ela também pode comer ovos de lagartas", diz o especialista.

Joaninhas ajudam a combater pragas em jardins - Creative Commons

Pénélope Komitès, diretora do Departamento dos Espaços Verdes de Paris, que está por trás da ação, afirma que "a ideia é que nós possamos continuar o trabalho que realizamos de proteção da biodiversidade".

"Paris é uma cidade que não utiliza nenhum pesticida nos parques e jardins públicos há vários anos. Em 1985, interditamos todos os produtos organofosforados e organoclorados. Além disso, temos uma gestão ecológica dos espaços verdes", explica.

"Trabalhamos na criação de um novo plano de biodiversidade para Paris, que será votado em breve. Então, essa distribuição de larvas de joaninha para os particulares faz parte desse programa, para incentivar os parisienses a não utilizar produtos químicos, que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente."

Ela lembra que a ação também prepara os moradores da cidade para a adoção da lei Labbé, em 1° de janeiro de 2019, que proibirá definitivamente o uso de pesticidas também em jardins particulares.

KITS EDUCATIVOS

Os parisienses que optarem por adquirir as joaninhas terão orientação da prefeitura no manejo dos insetos. "Para este primeiro ano, temos kits educativos que vão acompanhar a distribuição das larvas de joaninha. Serão destinados aos jardins compartilhados e aos particulares que tenham permissão de plantar", conta Pénélope.

A distribuição será em maio e junho na Casa da Jardinagem, no parque de Bercy, no 12° distrito de Paris. "Explicaremos durante meia hora em um workshop como colocar as larvas sobre as folhas onde há pulgões. Porque deve ser usado um pincel. Após as explicações, eles podem levar a sua caixa de larvas."

João Roberto lembra que a joaninha e outros insetos carnívoros também são usados no Brasil. Às vezes, eles já se encontram naturalmente no ambiente, e às vezes são introduzidos pelo homem. "Há um crescimento do chamado controle biológico das pragas, que evita o uso de agrotóxicos."

A iniciativa da Prefeitura de Paris tem um custo de € 10,6 e será repetida no ano que vem caso o resultado seja satisfatório.

 


Fonte: Folha de S.Paulo

 
 
 
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Paris distribui larvas de joaninha para combater pragas em jardins
2017-04-04

AUGUSTO PINHEIRO
RFI

A Prefeitura de Paris encontrou uma solução ecológica para o problema das pragas nas plantas e flores dos jardins, sacadas e terraços dos moradores da cidade. Ela vai distribuir 40 mil larvas de joaninha para os habitantes, para substituir o uso de pesticidas.

"A joaninha come outros insetos, é muito comum em plantas. É considerada benéfica por matar os parasitas que causam danos a cultivos agrícolas ou a plantas ornamentais", explica o professor João Roberto Spotti Lopes, chefe do Departamento de Entomologia e Acarologia da USP (Universidade de São Paulo).

O inseto carnívoro ajuda a combater um tipo de praga muito comum nos jardins. "São os afídios, popularmente conhecidos como pulgões. Eles sugam a seiva da planta e vivem em grupos, geralmente nas folhas mais novas. E a joaninha é um dos principais predadores deles. Ela também pode comer ovos de lagartas", diz o especialista.

Joaninhas ajudam a combater pragas em jardins - Creative Commons

Pénélope Komitès, diretora do Departamento dos Espaços Verdes de Paris, que está por trás da ação, afirma que "a ideia é que nós possamos continuar o trabalho que realizamos de proteção da biodiversidade".

"Paris é uma cidade que não utiliza nenhum pesticida nos parques e jardins públicos há vários anos. Em 1985, interditamos todos os produtos organofosforados e organoclorados. Além disso, temos uma gestão ecológica dos espaços verdes", explica.

"Trabalhamos na criação de um novo plano de biodiversidade para Paris, que será votado em breve. Então, essa distribuição de larvas de joaninha para os particulares faz parte desse programa, para incentivar os parisienses a não utilizar produtos químicos, que são prejudiciais à saúde e ao meio ambiente."

Ela lembra que a ação também prepara os moradores da cidade para a adoção da lei Labbé, em 1° de janeiro de 2019, que proibirá definitivamente o uso de pesticidas também em jardins particulares.

KITS EDUCATIVOS

Os parisienses que optarem por adquirir as joaninhas terão orientação da prefeitura no manejo dos insetos. "Para este primeiro ano, temos kits educativos que vão acompanhar a distribuição das larvas de joaninha. Serão destinados aos jardins compartilhados e aos particulares que tenham permissão de plantar", conta Pénélope.

A distribuição será em maio e junho na Casa da Jardinagem, no parque de Bercy, no 12° distrito de Paris. "Explicaremos durante meia hora em um workshop como colocar as larvas sobre as folhas onde há pulgões. Porque deve ser usado um pincel. Após as explicações, eles podem levar a sua caixa de larvas."

João Roberto lembra que a joaninha e outros insetos carnívoros também são usados no Brasil. Às vezes, eles já se encontram naturalmente no ambiente, e às vezes são introduzidos pelo homem. "Há um crescimento do chamado controle biológico das pragas, que evita o uso de agrotóxicos."

A iniciativa da Prefeitura de Paris tem um custo de € 10,6 e será repetida no ano que vem caso o resultado seja satisfatório.

 


Fonte: Folha de S.Paulo

 
 
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