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TREINAMENTO PARA PRODUTORES DE TOMATE E PIMENTÃO NA REGIÃO DE BERNARDINO DE CAMPOS

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No último dia 14, a PROMIP organizou um treinamento que reuniu cerca de 25 produtores de tomate e pimentão da região de Bernardino de Campos e Piraju, ambos em São Paulo. O “Dia de Campo”, realizado na Fazenda São Lázaro, faz parte das ações da PROMIP que visa levar aos produtores conhecimento das técnicas de Manejo Integrado de Pragas (MIP), voltados ao manejo sustentável por meio do controle biológico e monitoramento de pragas, apresentando as tecnologias desenvolvidas pela empresa.

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Dia de Campo: produtores e convidados se mostraram interessados nas opções de manejo sustentáveis de pragas – Foto: PROMIP

O CTV Giovanni Macedo, da PROMIP, organizador do treinamento realizado em parceria com a revenda Vale Rei Agropecuária, palestrou sobre a importância do MIP e sua importância e aproveitou para ouvir e esclarecer as dúvidas e fazer demonstrações dos produtos PROMIP.

“A maioria dos produtores já haviam ouvido falar dos nossos produtos, mas tinham dúvidas sobre como utilizar, a maioria ainda não usa, porém, ficaram muito interessado após ver os resultados apresentados durante a palestra”, afirma Giovanni.

O produtor Lázaro Afonso Machado, dono da propriedade onde o treinamento foi realizado, que utiliza os produtos PROMIP há dois meses, principalmente a linha de monitoramento, reforçou que produtores participantes do treinamento ficaram empolgados e interessados com as soluções apresentadas na palestra.

“Um dia após o treinamento, meu celular não parou de tocar, os produtores me perguntavam sobre os produtos e como poderiam adquirir as armadilhas para o monitoramento e saber a hora certa de aplicar os produtos”, disse.

Lázaro produz pimentão e tomate e se mostrou satisfeitos com os resultados obtidos até o momento. “Os resultados estão excelentes em pimentão, no tomate nosso caso é mais crítico pois a praga já tomou conta, mas estamos vendo o trabalho dar resultado”, finaliza.

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Produtores acompanham o treinamento e observam a linha de monitoramento em ação na lavoura – Foto: PROMIP

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O CTV Giovanni Macedo apresenta aos produtores da região as soluções tecnológicas da PROMIP: linha de monitoramento e controle biológico de pragas – Foto: PROMIP

BROCA-DO-CAFÉ: SAIBA COMO FAZER O MONITORAMENTO CORRETO DA PRAGA

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Agora é época de monitorar a broca-do-café. Segundo as informações divulgadas pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a praga tem se destacado como uma das principais para a cafeicultura nacional nas últimas safras. De acordo com a entidade, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) tem se mostrado eficiente, econômico e sustentável no controle dessa praga. “O monitoramento é parte importante do manejo, lembre-se de manter atualizadas as informações de todos os talhões da propriedade”, recomendou a CNA.

Quando monitorar a lavoura?

De acordo com a CNA, o ideal é 80 a 90 dias após a principal florada, no período de trânsito da praga.

Qual a frequência de monitoramento?

A CNA recomenda o monitoramento mensal da praga. Porém, segundo a entidade, em períodos de alta infestação, o monitoramento deverá ocorrer quinzenalmente.

Como monitorar?

O monitoramento pode ser feito por meio da contagem de frutos ou utilizando armadilhas. Confira as orientações da CNA abaixo.

Contagem de frutos

Para realizar o monitoramento por meio da contagem de frutos, é preciso seguir os seguintes passos:

1 – Selecione 20 plantas por hectare, em “zigue-zague”;

2 – Colete uma amostra de 100 frutos no terço médio de cada planta;

3 – Conte os grãos brocados e não brocados e calcule o percentual de infestação;

Armadilhas

Para o monitoramento utilizando armadilhas, o produtor deve seguir os passos:

1 – Utilizar uma armadilha por hectare com cairomônio;

2 – Recomenda-se a avaliação das armadilhas a cada 15 dias, para a contagem dos insetos adultos ou troca da substância (cairomônio). No caso de alta infestação, a contagem dos insetos deve ser feita com periodicidade maior;

3 – Contar o número de insetos adultos em cada armadilha;

4 – Calcular a média do número de insetos por armadilha de cada talhão. O controle será feito quando, após o monitoramento, for identificada infestação próxima ao nível de controle.

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Hypothenemus hampei (Broca-do-café). Foto: SFAgro/Uol

Fonte: SFAgro/Uol

TECNOLOGIAS PARA MONITORAMENTO E CONTROLE DA BROCA-DO-CAFÉ

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A broca-do-café, cujo nome científico é Hypothenemus hampei, é um besouro (coleóptero) de pequeno porte de cor escura brilhante, cuja fêmea quando fecundada perfura o fruto do café e faz uma galeria no seu interior para postura de ovos, dos quais surgem as larvas que se alimentam das sementes (grãos de café). Os principais danos causados pela praga, em geral, são a queda prematura dos frutos nos estádios de chumbinho a verde aquoso e, ainda, a redução do peso dos grãos, o que diminui substancialmente o rendimento das lavouras.

Em decorrência da preocupação do setor cafeeiro com o ataque do Hypothenemus hampei, entidades do setor privado se uniram na elaboração de um material simples e inovador que orienta o manejo integrado da broca-do-café. Nesse contexto, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA está promovendo uma campanha de alerta aos cafeicultores, na qual destaca a importância do monitoramento e, se necessário, adoção de controles químico e/ou biológico, especialmente na fase produtiva da lavoura cafeeira que é caracterizada pela etapa da granação dos frutos. A CNA é uma das instituições privadas integrantes do Conselho Deliberativo da Política do Café – CDPC, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa.

Para tanto, a CNA elaborou a cartilha ‘12 FATOS IMPORTANTES SOBRE O MANEJO INTEGRADO DA BROCA-DO-CAFÉ’, com apoio do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil – Cecafé, que tem por objetivo orientar o manejo da praga. Nesse sentido, a cartilha destaca que o monitoramento deve ser iniciado no estádio de maior infestação, que ocorre de 80 a 90 dias após a florada principal, momento em que a praga encontra-se em “período de trânsito”. Assim, a Confederação recomenda que o monitoramento seja feito mensalmente e, no caso de alta infestação, quinzenalmente. Nesse contexto, o controle é indicado caso o percentual de frutos brocados exceda a 3% pelo método de contagem. Já com base no método de amostragem por armadilha, o controle deverá ser feito caso seja verificada uma média de mais de 100 insetos adultos por armadilha, conforme descrito nos itens 4, 5 e 6 da cartilha.

Adicionalmente, segundo a cartilha da CNA, caso seja necessário controlar a praga, o método de controle químico deve ser realizado com produtos registrados oficialmente, que podem ser consultados no Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários (AGROFIT) no portal do Mapa. Para realizar a escolha, deve-se priorizar o uso dos produtos com mais eficiência de controle, menor toxicidade e que ofereçam o menor impacto ao aplicador e meio ambiente. No caso de cafeicultores que não utilizam agroquímicos, a Confederação recomenda o uso da pulverização com Beauveria bassiana, fungo entomopatogênico que controla a broca. Em propriedades de pequeno porte, o controle da broca-do-café pode ser realizado por meio de armadilhas utilizando-se 30 armadilhas/ha, compostas de garrafas pet com uma solução atraente que deverá ser substituída a cada duas semanas, conforme prescrito no item 9 da cartilha – controle comportamental.

Em complemento a essas medidas, instituições do Consórcio Pesquisa Café também publicaram trabalhos técnicos que auxiliam a reduzir as condições favoráveis à proliferação do inseto, as quais já foram objeto de divulgação ‘Consórcio Pesquisa Café divulga tecnologias para auxiliar no controle dos efeitos nocivos da broca-do-café’, em 22-12-2017. Tal divulgação ressaltou as seguintes técnicas de manejo que auxiliam no controle da broca: colheita bem-feita; derriça de todos os frutos da planta, se possível com repasse; podas, quando necessárias; redução de áreas de sombra; e eliminação de lavouras com café abandonadas. E, mais ainda, deve-se ressaltar que lavouras abertas, arejadas, com boa penetração de luz diminuiem a umidade interna nos talhões, reduzindo as condições favoráveis à proliferação da broca. Leia a seguir síntese das referidas publicações/tecnologias disponíveis no Observatório do Café, do Consórcio Pesquisa Café, coordenado pela Embrapa Café.

Para saber mais sobre o monitoramento e controle da broca-do-café consulte as publicações técnico-científicas disponíveis no item ‘Consorciadas dispõem de tecnologias para monitoramento e controle da Broca-do-Café’ da página ‘Publicações sobre café e portfólio de tecnologias do Consórcio Pesquisa Café’ pelo link:

http://www.consorciopesquisacafe.com.br/index.php/publicacoes/637#s

Leia sobre a Evolução da cafeicultura brasileira nas últimas duas décadas:

http://www.sapc.embrapa.br/arquivos/consorcio/publicacoes_tecnicas/Consorcio-Embrapa-Cafe-Evolucao-24-1-2017.pdf

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Hypothenemus hampei (Broca-do-café). (Foto: Cafe del Colombia)

Fonte: Embrapa

A PROMIP participa da relação de startups em destaque na área de biotecnologia agrícola no mundo

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Um levantamento realizado pela TechAccel incluiu a PROMIP em uma lista de empresas internacionais com destaque no setor de biotecnologia agrícola “Ag Biotech”. O “AgTech Market Map” foi elaborado com 245 empresas startups de biotecnologia, a grande maioria detentora de inovações que prometem revolucionar a agricultura mundial. Para a composição desta relação foi considerado o perfil tecnológico de cada empresa, além da capacidade de gerar inovações de impacto.

Segundo o site AgFunder News, o setor de biotecnologia é o componente central dos investimentos em tecnologia voltadas para o Agronegócio, com operações de US$ 262 milhões apenas no primeiro semestre deste ano, o que representa 23% dos recursos destinados pelos fundos da tecnologia agrícola.

Inovação em foco

A PROMIP reúne em seu portfólio produtos biológicos e serviços especializados para a implementação de Programas de Manejo Integrado de Pragas. Há 11 anos no mercado, a empresa é pioneira no Brasil na produção e comercialização de produtos contendo ácaros predadores para controle biológico aplicado. Hoje, além destes agentes biológicos, a companhia também se dedica para o desenvolvimento biotecnológico de diferentes espécies de microvespas e insetos predadores que são aplicados em grandes áreas de produção agrícola com o uso de drones, o que tem permitido a expansão de seus negócios.

O Co-fundador e CEO da empresa, Dr. Marcelo Poletti, destaca que a inovação impulsiona toda a estratégia de desenvolvimento da companhia, sendo um componente fundamental.

“A inovação é um dos nossos principais valores e por esse motivo deve estar intimamente ligada a cultura da empresa. Com intuito de manter essa chama viva, trabalhamos para proporcionar um ambiente dinâmico que estimule a todos os nossos colaborados para exercícios diários de transformação”, diz.

A PROMIP foi selecionada na área de biológicos e microbioma, na categoria de insumos agrícolas que incluem os Biopesticidas, que são substâncias naturais ou microorganismos aplicados em sementes, superfícies de plantas ou solo, promovendo o controle pragas, e os Bioestimulantes, que são compostos de substâncias naturais ou microrganismos que melhoram o crescimento das plantas, promovendo consequentemente o aumento da produtividade no campo.

“Participar deste ranking de excelência, sendo referenciados junto a um grupo seleto de empresas internacionais que se dedicam diariamente para o desenvolvimento de inovações voltadas ao agronegócio, nos deixa muito entusiasmados e com o compromisso de manter sempre os nossos valores, transformando o conhecimento gerado através da pesquisa científica em inovações que tragam benefícios direto para os agricultores, sociedade e meio ambiente”, finaliza Poletti.

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Fonte: AgFunder News

Monitoramento e o uso de biológicos – Melhor caminho para o manejo de Helicoverpa armigera nas áreas de soja Bt

Helicoverpa armigera é uma das principais pragas da agricultura, destacando-se nos últimos anos devido ao seu intenso ataque em soja, algodão, tomate, dentre outras culturas.

A praga foi identificada no Brasil em 2013, tendo sido o primeiro país das Américas a registrar ocorrência desta praga, conhecida como lagarta do velho mundo, devido sua existência no Sul da Europa, China e Índia.

Segundo estudo realizado (2013) pela UFG (Universidade Federal de Goiás), em parceria com a Fundação Mato Grosso, estima-se que os custos anuais com o manejo e perdas causadas por essa espécie seja de US$5 bilhões em todo o mundo.

No Brasil, durante a safra 2016/2017, houve um controle satisfatório da H. armigera na soja intacta que traz proteína Cry1Ac para controle de lepidópteros.  Porém, na última semana constatou-se uma infestação desta lagarta em soja Bt na região de Chapadão do Céu/GO, com uma média de 11% de infestação, conforme apontado pelos técnicos da Fundação Chapadão.

De acordo com o engenheiro agrônomo da Fundação Chapadão, Dr. Germison Tonquelsqui, esta não é a primeira vez em que este tipo de problema ocorre, já havia sido detectado ocorrências em milho e algodão em outras regiões.

“Em algum momento nós esperávamos que isto ia acontecer, na nossa região a população da H. armigera é bem resistente, mas ocorreu em uma área de escape. Agora nós acendemos uma luz de alerta, o produtor deve aumentar o monitoramento e se detectado uma quantidade acima do usual, tomar as providências corretas”, afirma Tonquelsqui.

Trichogramma contra a ameaça da soja

Trichogramma é uma vespinha parasitoide de no máximo 0,5 milímetros, mas que tem grande poder para combater a Helicoverpa, o seu uso traz grandes vantagens, pois controla a praga ainda na fase de ovo antes que o dano a cultura ocorra, além disso não causa nenhum desequilíbrio e não deixa resíduos na cultura.

“O controle com o Trichogramma é um complemento às táticas de combate à Helicoverpa, é uma ferramenta que, caso haja aumento da população, pode ser utilizado para o bom controle da praga, em conjunto com outras ações”, explica Tonqueslqui.

Em geral, a mariposa da Helicoverpa deposita seus ovos nas folhas, frutos e pétalas. Seus ovos liberam um odor que atrai o parasitoide, que vai até o ovo parasitando-o, assim em vez de nascer uma nova lagarta, pode emergir até dois adultos do Trichogramma.

Trichogramma pretiosium (Trichomip-P) é a espécie de Trichogramma mais recomendado para controle de lepidópteras como a H. armigera, segundo a EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa e Agropecuária), a espécie, inclusive, em ensaios de campo, foi constatado sua preferência pela Helicoverpa armigeraem relação a outras espécies presentes na lavoura da soja (PEREIRA, 2016) na hora de escolher a presa para o parasitismo. Uma fêmea pode parasitar entre um e dez ovos por dia.

“O Trichomip-P é hoje uma realidade em grandes culturas e o produtor de soja sem dúvida alguma pode se beneficiar do uso desta técnica, os resultamos mostram que o parasitismo nos ovos de H. armigera ultrapassam os 80%, o controle é efetivo tanto de populações resistentes como não resistentes e a aplicação feita através de drones ou aviação agrícola adaptada garantem precisão e alto rendimento na liberação”, afirma Michel Nessrallah, Gerente Comercial da PROMIP.

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Lagarta da Helicoverpa armigera. A praga causa prejuízos bilionários anualmente em todo o mundo. (Foto: Nelson Shiraga – Arquivo PROMIP)

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Drone utilizado pela PROMIP para liberação de Trichogramma (Trichomip-P) em grandes culturas. (Foto: Arquivo PROMIP)

Soluções para o Controle Biológico são apresentadas pela PROMIP durante a ESALQShow

A ESALQShow, feira realizada pela ESALQ/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz/Universidade de São Paulo), na última semana (10 e 11), reuniu empreendedores, empresas e influenciadores do agronegócio brasileiro em um espaço voltado ao debate, palestras e apresentação de inovações tecnológicas no setor.

Em sua fala inaugural, o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckimin, enfatizou a capacidade de inovação da ESALQ, segundo o governador, a universidade é um orgulho para o estado por ser “uma instituição de ensino referência mundial que sempre busca a inovação nas técnicas de biotecnologia e agricultura de precisão”.

PROMIP participou do evento, que teve como tema central “Soluções Biológicas”, com um stand no Espaço Inovar ESALQ & Cia, destacando seus produtos de inovação tecnológica no Manejo Integrado de Pragas e controle biológico aplicado de pragas com os ácaros predadores e as microvespas Trichogramma galloi (Trichomip-G) e Trichogramma pretiosum (Trichomip-P). O drone utilizado para as liberações de Trichomip em grandes culturas também foi apresentado durante a feira.

A participação da PROMIP, empresa que nasceu na ESALQ e foi incubada da ESALQTec, incubadora tecnológica ligada à instituição, reforça o discurso do governador Geraldo Alckimin, uma vez que a empresa, pioneira no ramo, foi considerada em 2010 a primeira biofábrica do país e tem fortemente em sua cultura a inovação como premissa para o desenvolvimento de seus negócios.

“A PROMIP se destaca em relação à inovação desde sua origem, sendo considerada a primeira empresa Brasileira que obteve o registro para a produção e comercialização de ácaros predadores. Outro exemplo de pioneirismo e inovação é o método de aplicação aérea e remota que estamos implantando para atender grandes mercados de cana e grãos”, afirmou Michel Nessrallah, gerente comercial e de marketing da PROMIP.

Segundo Nessrallah, a iniciativa da ESALQ em realizar um evento deste tipo é de suma importância para o desenvolvimento do mercado e para abrir as portas para que empresas exponham para a sociedade o que estão produzindo em termos de inovação tecnológica.

“Estava realmente faltando no setor uma vitrine para expor novas tecnologias, o evento teve a presença de estudantes e do público em geral, o que é muito importante para que todos tenham conhecimento dessas tecnologias”, completou.

Na opinião da Dra. Lilian Silveira Pereira, que atua no desenvolvimento de mercado da PROMIP, a experiência no stand foi importante para que a empresa mostre cada vez mais seu viés inovador dentro do mercado.

“Durante a feira pudemos observar que o controle biológico tem sido alvo de ação de novas empresas, o que reforça a importância deste mercado na busca de tecnologias sustentáveis ao agronegócio, papel que a PROMIP vem exercendo ano após ano na área”, disse.

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Transferência de Conhecimento: PROMIP realiza palestra sobre Controle Biológico Aplicado e MIP em Curso de Cultivo Protegido

No dia 5 de outubro, colaboradores da PROMIP foram instrutores no “V Curso Avançado em Cultivo protegido”, realizado em Cunha/SP, pela EACEA Soluções em Cultivo Protegido, voltado a produtores e interessados em controle biológico em cultivo em ambientes protegidos, principalmente pimentões, mudas ornamentais, morango e tomates.

O cultivo protegido proporciona ambiente favorável para o desenvolvimento dos vegetais, permitindo a produção de hortaliças e plantas ornamentais com mais qualidade. As técnicas utilizadas, dentro destes ambientes, podem incluir desde a nutrição das plantas e manejo de pragas e doenças, até o controle de temperatura, luz, umidade, oxigênio e gás carbônico. Trata-se de uma tecnologia de grande uso no Brasil, porém, o ambiente também favorece o desenvolvimento de doenças e pragas.

No treinamento, ministrado pelo Dr. Roberto Konno e pela Dra. Lilian Silveira Pereira, que atuam na área de desenvolvimento de mercado da empresa, foram apresentados as principais pragas que atacam diversas culturas produzidas em sistemas de cultivo protegido, como ácaro rajado, tripes, fungus gnats e lagartas.

Na primeira parte do treinamento, Lilian destacou aos produtores a importância do manejo integrado de pragas, utilizando o controle biológico para combater os principais vetores de viroses e, também, a importância de diminuir o uso de defensivos agrícolas químicos. “No momento atual onde a busca por alimentos produzidos de maneira ecologicamente correta, com menor índice de resíduos químicos está em pauta, o manejo com uso de agentes biológicos de controle é um fator determinante para a sustentabilidade da plantação”, diz.

Na parte prática, os participantes tiveram a oportunidade de ver as principais pragas e seus inimigos naturais em microscópios e, em seguida, visualizá-las in loco, dentro de um cultivo protegido de tomates.

Sob o comando do Konno, os produtores foram instruídos para o uso correto de armadilhas de monitoramento de pragas em campo e em seguida realizaram a liberação dos inimigos naturais: ácaros predadores e microvespas, utilizando todos os produtos biológicos da linha PROMIP. “Este evento foi muito importante para difundir aos produtores o conceito do manejo integrado de pragas, desde o monitoramento até o uso de inimigos naturais dentro do contexto de cultivo protegido, de forma a ter um sistema mais equilibrado”, afirma Konno.

Sócio fundador do EACEA, o engenheiro agrônomo Andres da Silvia ressaltou a importância de debater e instruir sobre o controle biológico dentro das culturas de cultivo protegido. “É fundamental a conscientização para a diminuição do uso de químicos por parte dos agricultores, não apenas por uma questão de saúde, mas o controle biológico se mostra muito eficiente, facilita os processos e traz uma série de benefícios”, diz.

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Novo Laboratório de Nematologia completa o Portfólio de Serviços Promip para a Safra 2017/2018

Recém estruturado no site da Promip em Conchal, o laboratório contará com especialistas para o desenvolvimento de estudos e pesquisas com nematoides

A alta incidência de nematoides nas lavouras, é um problema que têm crescido no Brasil. De difícil identificação, esta parasita causa prejuízos anuais de até R$35 bilhões ao agronegócio brasileiro, segundo dados da SBN (Sociedade Brasileira de Nematologia).

Os nematoides são vermes que possuem o corpo em formato cilíndrico, geralmente alongado e com as extremidades afiladas. Devido ao seu tamanho diminuto, geralmente microscópicos, os nematoides nem sempre estão em evidência, porém são organismos de enorme diversidade estando presentes em diferentes habitats.

Observando a crescente demanda para pesquisas em nematologia, a Promipacaba de estruturar junto ao seu Centro de Inovação em Manejo Integrado de Pragas, localizado em Conchal/SP, um laboratório específico para o desenvolvimento de análises e estudos com as principais espécies de nematoides, apontadas como principal causa de prejuízos econômicos em diversas culturas.

“Entendemos que estas demandas vêm crescendo, tanto por parte das empresas que buscam o desenvolvimento de novas soluções para atender este mercado, como dos próprios agricultores em busca de análises para um diagnóstico mais preciso da situação em suas áreas de produção. Após avaliação criteriosa definimos que este é o momento certo para iniciarmos a prestação de serviços nesta área. Acabamos de trazer para nossa equipe uma especialista na área, isso com o intuito principal de oferecer um serviço específico aos nossos clientes, um trabalho mais elaborado, com elevado rigor científico e de máxima qualidade”, afirma o Dr. Luiz Antonio A. José, diretor de serviços da empresa.

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Raiz de tomate tomada infestada por nematoides (Foto: Michel Nessrallah)

De acordo com José, que trabalhou por muitos anos com o desenvolvimento de moléculas para o controle de nematoides, há uma nítida carência no país em laboratórios especializados que possam oferecer estudos direcionados para demandas específicas dentro da área de nematologia.

“A Promip passa a fornecer este tipo de trabalho de pesquisa, bem como o fornecimento de várias espécies de nematoides para estudos, diagnósticos através de análises qualitativas e quantitativas da presença do parasita em solos e raízes. Além disso a empresa pretende incluir seus serviços de nematologia para certificação de mudas, de acordo com a ISSO 17025, em culturas de citros, café, eucalipto e, futuramente, em cana-de-açúcar (MPB)”, reitera.

“Nós procuramos sempre oferecer um serviço diferenciado, e estamos abrindo mais um campo de serviços aos nossos clientes. Muitas empresas estão investindo no desenvolvimento de novos princípios ativos químicos e biológicos para suprir este mercado e nós da Promip passamos agora a suportar estas empresas em suas pesquisas”, finaliza José.

O novo laboratório

Para a Dra. Adriana Gabia, Coordenadora de Pesquisa e Desenvolvimento em Nematologia da Promip é muito importante contar com um laboratório especializado que realize estudos e pesquisas que contribuam para a resolução dos problemas causados pelo parasita.

“Os serviços realizados pelo nosso laboratório darão suporte para o desenvolvimento de novos produtos para controle desses organismos e auxiliarão o produtor na tomada de decisão do manejo a ser adotado”, diz Adriana.

Segundo Adriana, em áreas contaminadas não é possível a erradicação do parasita, entretanto o produtor deverá adotar medidas de manejo visando permitir um bom estabelecimento das culturas sem perdas em produtividade. Em áreas não infestadas, deve-se evitar a introdução do nematoide adotando algumas práticas.

“É importante fazer a limpeza de reservatórios de água e canais de irrigação; uso de mudas produzidas com substratos esterilizados; lavagem de máquinas e implementos agrícolas após sua utilização e evitar acesso de pessoas e animais domésticos em áreas infestadas” afirma.

Ela também comentou sobre as expectativas para o início dos trabalhos no novo laboratório.

“As expectativas são grandes, pois se trata de uma área em ascensão. O problema com nematoides tem se agravado nos últimos anos devido a retirada de vários nematicidas de amplo espectro do mercado bem como a adoção de práticas agrícolas que favoreçam o parasita. Paralelamente, um novo mercado se abriu com a incorporação de nematicidas via tratamento de sementes, sejam eles de origem química ou biológico”.

Resistência de Pragas à Inseticidas: O MIP é a única saída para evitar esse problema

O uso incorreto dos produtos fitossanitários tem afetado diretamente a rentabilidade do agricultor. Neste cenário, o desenvolvimento de populações de pragas resistentes à diferentes compostos químicos destaca-se com entrave à produção agrícola. “Resistência é a capacidade de alguns indivíduos da população da praga em sobreviver a doses do inseticida que seriam letais para a maioria dos indivíduos da população”, explica o Dr. Everaldo Batista Alves, Pesquisador da Promip.

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Em seus laboratórios a PROMIP realiza testes para detecção e monitoramento da resistência de pragas-alvo à produtos químicos e transgênicos. Esses testes compõem programa para manejo da resistência em diversas culturas (soja, milho, cana, algodão, etc).Foto: PROMIP­­­

A resistência é uma característica genética, no qual alguns indivíduos são dotados de mecanismos capazes de evitar ou impedir que os inseticidas atuem no processo de intoxicação, estes mecanismos são encontrados de forma espontânea na natureza ou na população da praga e estão presentes, mesmo sem a exposição da praga a qualquer componente químico ou agrotóxico. “Outro fato importante é que, sendo a resistência uma característica genética ela é transmitida de pais para filhos”, alerta Alves.
Segundo o pesquisador, a resistência é reflexo do uso contínuo de um mesmo inseticida ou de inseticidas de grupos químicos e modo de ação semelhantes, seu uso sequencial faz com que os indivíduos suscetíveis ao produto sejam mortos e os resistentes sobrevivam, multiplicando-se. “Uma vez que com o uso do inseticida, o ambiente se torna modificado “mais apto” para os indivíduos que carregam o gene de resistência a aquele inseticida”, diz Alves.

Segundo a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), cerca de 800 espécies de insetos e ácaros resistentes a pelo menos uma classe de composto químico já foram documentadas. No caso de ácaro-rajado (Tetranychus urticae), por exemplo, que é praga que ataca diversas culturas como morango, crisântemo, rosa, pêssego, algodão e mamão, testes mostraram resistência de aproximadamente 3 mil vezes para o acaricida fenpiroximato.

A evolução da resistência de pragas a inseticidas e acaricidas pode representar um sério problema ao agricultor, levando, em muitos casos, a um aumento na frequência de aplicação de produtos químicos, com consequente aumento na mão de obra e custo da produção. “O uso mais intenso de agroquímicos pode também representar um aumento no risco de intoxicação do agricultor, devido à sua maior exposição aos compostos utilizados. No caso de resistência múltipla, a praga pode apresentar resistência a quase todos os inseticidas registrados para o seu controle, tornando o controle químico praticamente inviável”, afirma o Dr. Mario Eidi Sato, pesquisador do Instituto Biológico de Campinas/SP.

Nas últimas décadas, a descoberta de novos inseticidas, de grupos químicos e modo de ação distintos dos inseticidas já existentes no mercado está se tornando cada vez mais difícil. Desta forma, o agricultor não tem novas opções quando o produto esta apresentando falhas de controle devido à evolução da resistência, e assim o problema se torna evidente.

Na opinião do Dr. Sato, uma das melhores maneiras para minimizar o problema da resistência a inseticidas é a adoção de estratégias de manejo que visem à redução no uso de inseticidas, minimizando assim a pressão de seleção e, consequentemente, a seleção de populações resistentes aos produtos químicos. “Para as pragas em que o uso de inseticidas é necessário para garantir a produção agrícola, deve se evitar o uso repetitivo de produtos com mesmo princípio ativo ou modo de ação. A rotação de produtos químicos com diferentes modos de ação é uma estratégia fundamental para minimizar o problema da resistência”, diz.

Segundo Sato, a adoção de estratégias do MIP (Manejo Integrado de Pragas) também é fundamental para evitar ou minimizar o problema da evolução da resistência a inseticidas. “Com a realização do monitoramento do nível de infestação das pragas é possível reduzir consideravelmente o número de aplicações de inseticidas, com a utilização dos produtos químicos somente quando as densidades populacionais da praga atingem níveis que podem causar danos econômicos à produção. Outra estratégia importante e o uso preferencial de produtos seletivos aos inimigos naturais, para a preservação do controle biológico natural”, explica.

Os inimigos naturais podem matar os insetos resistentes, reduzindo a incidência desses organismos no campo. No caso de algumas espécies de inimigos naturais, como ácaros predadores e parasitoides, é possível realizar a liberação desses organismos em grandes quantidades no campo, visando um controle biológico efetivo da praga. “O manejo de pragas, com uso de inimigos naturais, representa uma das estratégias mais efetivas para minimizar o problema da resistência de pragas a inseticidas”, reitera Sato.

PROMIP como uma empresa de pesquisa oferece um pacote completo de soluções, para os agricultores e empresas detentoras de inseticidas, que queiram evitar ou diminuir a evolução da resistência a seus produtos, que englobam o Manejo Integrado de Pragas, como serviços de monitoramento da resistência a inseticidas e produtos para o controle biológico (ácaros e parasitoides). Para as empresas detentoras de inseticidas, a PROMIP realiza estudos básicos e aplicados capazes de gerar subsídios para o manejo da resistência de pragas aos inseticidas, estudos de resistência cruzada, dinâmica da resistência, até a elaboração de estratégias para evitar e/ou diminuir a evolução da resistência.

Para reverter o problema associados às falhas de controle de pragas devido à resistência em campo, de acordo com o Dr. Alves, as melhores estratégias de manejo da resistência são aquelas que preconizam a adoção de medidas e curativas. As preventivas, seriam elaboradas durante a fase de desenvolvimento dos inseticidas e implementadas no momento que o produto fosse lançado no mercado, no entanto, ainda são poucos os casos de implementação de estratégias dessa natureza. Quanto as estratégias curativas são mais frequentes, que é o reflexo do que esta ocorrendo no campo. Os casos de sucesso das medidas curativas são mais difíceis e ira depender de fatores relacionados à biotecnologia da praga, principalmente mobilidade e hábitos alimentares. “De uma forma geral, sem levar em conta detalhes específicos, para ambas as medidas preventivas e curativas, as principais recomendações é a diversificação de estratégias de controle de pragas, seguindo realmente as recomendações do Manejo Integrado de Pragas”, complementa Alves.

O pesquisador explica que o MIP em sua essência constitui na utilização de diferentes estratégias de controle da praga, sendo que o uso de inseticidas constituiria mais uma delas, porém, apenas esta ferramenta não é capaz de resolver o problema e torna o desenvolvimento de resistência inevitável. “Algumas estratégias de controle de pragas, citadas no MIP, principalmente o controle biológico não discriminam insetos suscetíveis e resistentes e desta forma, o uso destas estratégias ajuda a reduzir os genes de resistência selecionados para inseticidas fazendo com que a destes indivíduos diminua ao longo do tempo, retornando à suscetibilidade”, comenta.

De acordo com o Diretor Geral da PROMIPDr. Marcelo Poletti, a empresa oferece aos seus parceiros diferentes estudos que visam diagnosticar e mitigar o problema da resistência em campo, preservando as moléculas desenvolvidas por seus clientes e consequentemente melhorando o manejo de pragas em campo. Desde 2010 a Promip tem colaborado com o IRAC-BR (Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas) na realização de estudos para a detecção e manejo da resistência de mosca-branca, percevejo marron da soja, lagarta falsa medideira da soja, dentre outros. O monitoramento da suscetibilidade de pragas-alvo nas grandes culturas é a chave para o sucesso do MIP, finaliza Poletti.

 

Matéria exclusiva publicada pelo Portal Promip em 24 de junho de 2016.

De olho nas pragas que atacam o cultivo de batatas

O MIP é a Saída para o Manejo Racional e Efetivo de Insetos nesta Cultura

A cultura da batata, um dos alimentos mais nutritivos para o homem, é atacada por inúmeras pragas que prejudicam o desenvolvimento da planta e consequentemente da rentabilidade da cultura. FOTO: Fernando J. S. Salas. 

O Brasil cultiva anualmente cerca de 130 mil hectares de batata, com uma produção média de 3,5 milhões de toneladas do tubérculo/ano. Em geral, como em todas as culturas, a lavoura de batata é atacada por uma razoável quantidade de espécies de ácaros e insetos-praga. Tanto a parte aérea como a parte subterrânea da batata são hospedeiras de diversas espécies, as quais podem causar expressivos danos, que podem ser diretos (redução de área fotossintética, danos e deformações a tubérculos) ou indiretos (alterações fisiológicas, depauperamento de plantas, produção de fumagina e principalmente transmissão de fitopatógenos, com destaque para os fitovírus) dependendo das condições climáticas e da variedade cultivada.

O pesquisador científico do Instituto Biológico de São Paulo (IB/SP)Dr. Fernando J.S. Salas, afirma que, nas últimas décadas o aumento da área de produção de batatas está relacionado diretamente às pragas que causam danos consideráveis e reduzem a produtividade. Segundo Salas, a batata é uma das culturas em que mais se utiliza agroquímicos, se comparado com outras grandes culturas e hortaliças, como o tomate. Na opinião do pesquisador, o Manejo Integrado de Pragas (MIP) pode ser a solução. “O aumento contínuo da produção pode intensificar ainda mais o uso de agroquímicos, e por isso, a busca por alternativas é essencial e a implantação do MIP é uma das mais promissoras”, diz.

Dr. Fernando J. S. Salas, Pesquisador do Instituto Biológico de São PauloFOTO: Fernando J. S. Salas.

De acordo com a ABBA (Associação Brasileira da Batata) e o Pesquisador doIB/SP, as principais pragas que atingem a bataticultura são:  mosca branca (Bemisia tabaci) Biotipo B, mosca-minadora (Liriomyza huidobrensis), pulgões (Machrosiphum euprorbiae e Myzus persicae), tripes (Thrips palmi e Thrips tabaci), lagarta mede palmo (Pseudoplusia includens) na parte aérea e a larva alfinete (D. speciosa) e traça (Phthorimaea operculella) na parte subterrânea, ou seja, que atingem diretamente o tubérculo.

ABBA é uma associação composta por produtores, empresas parceiras e instituições de pesquisa e ensino que atuam em atividades relacionadas à Cadeia Brasileira da Batata, são cerca de 120 produtores que representam 50% de toda a produção nacional do tubérculo. O IB/SP em conjunto com outros centros de pesquisa e produtores, têm desenvolvido trabalhos para a implantação do MIP em batatas em busca da consolidação da prática. No entanto, de acordo com Salas, “a resistência dos produtores na adesão de novas tecnologias no controle de pragas ainda é a maior dificuldade encontrada no setor. “Em inúmeros trabalhos desenvolvidos com estas parcerias conseguimos chegar a resultados como: identificar as plantas hospedeiras de vírus e insetos quando não se encontra a cultura em campo; a flutuação populacional de insetos vetores; caracterização de diversos fitovírus, inclusive a sua transmissão por semente; novas formas de transmissão em laboratório; principais pragas, neste último caso destacando a mosca branca Bemisia tabaci Biotipo B, mas já de prontidão para a chegada do Biotipo Q, detectado em 2014 no Sul do Brasil e importante praga na Europa atuamente pois atualmente está deslocando o Biótipo B graças a sua grande resistência aos neonicotinóides , o que causa grande preocupação”.

O presidente da ABBANatalino Shimoyama, aponta que a baixa adesão dos produtores ao Manejo Integrado de Pragas se dá pela falta de informações e resultados concretos. Segundo Shimoyama a ABBA tem como uma de suas principais atividades proporcionar informações, porém, em se tratando de MIP, a quantidade de informações é pequena. Sem dúvida é fundamental desenvolver e introduzir o MIP em batata devido a necessidade de controle de diversas pragas. Em geral, a técnica não tem sido praticada na produção de batata devido a falta de pesquisas e de resultados práticos que sejam convincentes”, diz.

Para Salas, o MIP deve ser apresentado como uma alternativa ao uso indiscriminado de agroquímicos, aliando novas metodologias e técnicas no controle de pragas e doenças, pois, além dos inconvenientes já conhecidos causados pelos agroquímicos, o grande número de aplicações também acarreta no aumento do custo da produção. “Um salto tecnológico e a quebra de paradigmas se torna necessário para se dar início a sua implantação (MIP). Temos muitos trabalhos realizados e produzidos por escolas de agronomia e institutos de pesquisa, mas de nada servem se não são divulgados em linguagem clara e direta aos produtores, por isto cabe aos especialistas a árdua tarefa de conciliar estes resultados divulgá-los e tentar aplicá-los em campo, era a antiga extensão, muito esquecida hoje em dia, graças a necessidade por produtividade dos pesquisadores para desta maneira poder pleitear a auxílios junto a agências de fomento”.

Segundo estudo publicado por pesquisadores da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), um programa de MIP bem estruturado pode diminuir o custo com defensivos em até US$ 30,00 por hectare. “A implantação do MIP, além dos custos, os impactos ambientais, reduzindo a contaminação do meio ambiente e também os riscos à saúde humana, por isto, é de suma importância realizar este salto tecnológico”, recomenda Salas. O controle biológico aplicado é uma das estratégias que pode contribuir para o sucesso de programas de MIP na cultura da batata. A PROMIP tem desenvolvido, em seus laboratórios de entomologia, produtos biológicos tais como o Trichogramma pretiosum (Trichomip-P), microvespa utilizada para o controle de ovos da traça-da-batatinha, P. operculella, e outras mariposas, como a falsa-medideira, Chrysodeixis includens,cujas lagartas causam perdas significativas nesta cultura.

Matéria exclusiva publicada pelo Portal de Manejo Integrado de Pragas (Promip) em 06 de junho de 2016. 

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