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Embrapa amplia oferta de produtos biológicos para controle da principal praga do milho

Agricultores contam, cada vez mais, com opções de inseticidas biológicos para controle de pragas nas lavouras. Os chamados biodefensivos reduzem a exposição dos trabalhadores, dos consumidores e do meio ambiente a resíduos químicos.  A Embrapa tem ampliado o leque de produtos para controle da lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda), principal praga do milho, que acomete também outras culturas, como soja, sorgo, algodão e hortaliças. Neste ano, chega ao mercado mais uma novidade: o bioinseticida VirControl S.f., desenvolvido em parceria com a empresa Simbiose, que será lançado nesta quarta-feira, em Brasília, durante a solenidade do 46º aniversário da Embrapa.

O primeiro inseticida à base de Baculovirus spodoptera, o CartuchoVIT, foi lançado em 2017, como resultado da parceria entre a Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas, MG) e o Grupo Vitae Rural. Em 2018, esse produto foi comercializado em quantidade suficiente para tratar cerca de 15.300 hectares. Para a safra 2019/2020, também será comercializado o bioinseticida BaculoMIP-Sf, elaborado com uma outra cepa de baculovírus, em parceria entre a Embrapa e a empresa Promip.

Esses bioinseticidas têm como princípio ativo vírus de grande eficácia para controle da lagarta-do-cartucho. “Os baculovírus são agentes de controle biológico que não causam danos à saúde dos aplicadores, não matam inimigos naturais das pragas, não contaminam o meio ambiente, nem deixam resíduos nos produtos a serem vendidos nas gôndolas dos supermercados”, explica o pesquisador Fernando Valicente. Testes de biossegurança comprovaram que esses vírus são inofensivos a microrganismos, plantas, vertebrados e outros invertebrados que não sejam insetos.

“A partir da coleção de cepas de baculovírus da Embrapa Milho e Sorgo, nos últimos anos, têm sido desenvolvidos, juntamente com o setor privado, diferentes bioinseticidas voltados para o controle da lagarta-do-cartucho, que é capaz de reduzir a produção dessa cultura em mais de 50%. Cada empresa utiliza uma formulação própria. Esse fato, aliado ao uso de diferentes cepas, permite criar mais opções de bioprodutos para o agricultor”, explica Sidney Parentoni, chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Milho e Sorgo.

O pesquisador Fernando Valicente ressalta que a segurança dos inseticidas à base de baculovírus, aliada à facilidade de manuseio, faz desses produtos um dos melhores agentes de controle biológico disponíveis para os agricultores.

Como usar

CartuchoVIT, VirControlSf e BaculoMIP-Sf são disponíveis como pó molhável. Para utilizar os produtos, o agricultor dilui o pó em água e aplica no campo. Podem ser usados os mesmos equipamentos de aplicação de produtos químicos, fator que contribui para a redução de despesas dos agricultores.

Valicente explica que não se trata de um inseticida de contato. “A lagarta tem que raspar um pouco a folha que recebeu a aplicação do produto. Ela é infectada pelo vírus, diminui sua alimentação drasticamente e morre em cinco dias.”

Para garantir a eficácia dos bioinseticidas, o produtor deve seguir as orientações de uso. “É importante cuidar do preparo e da aplicação, respeitar a vazão, utilizar o bico correto, dar boa cobertura e entender o melhor posicionamento do produto, ou seja, a data em que se aplica”, comenta o pesquisador.

Processo de produção

O processo de desenvolvimento dos bioinseticidas foi longo e envolveu muitas pesquisas, conforme explica Fernando Valicente. “Foram feitos, nos anos de 1980 e 1990, levantamentos de lagartas. Você vai ao campo, coleta lagartas, observa em laboratório e aí detecta as doentes. As lagartas com sintomas típicos de vírus são trabalhadas. Você identifica o agente causador da doença e faz a caracterização dos vírus com experimentos ao longo do tempo. Analisa a eficiência de cada isolado de vírus e, após detectar os melhores isolados, é preciso testar fatores importantes: temperatura de incubação da lagarta depois de infectada, idade do inseto próprio para infecção e concentração de vírus a ser usada. Avaliam-se, então, os resultados para poder orientar a produção.”

Após todos os estudos, é possível obter parâmetros para a produção do bioinseticida. Lagartas sadias criadas em laboratório são usadas como hospedeiras para multiplicar os vírus e dar origem ao produto. “Você pega as lagartas mortas, processa, tritura, seca o material e coloca um agente inerte (pó básico)”, explica Valicente.

Sidney Parentoni ressalta que esse trabalho demostra a atuação da Embrapa na chamada bioeconomia. “A Empresa transforma conhecimento tecnológico em inovação para a sociedade brasileira, via parcerias público-privadas”.

Fonte: Embrapa Milho e Sorgo

O potencial das agtechs

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Com o devido suporte, startups do agro tendem a se multiplicar no país.

Por Adriana Ferreira

Há muitas definições para o termo startup, mas uma delas tem sido aceita pela maioria dos especialistas. Trata-se de uma empresa que oferece produto e/ou serviço inovador, repetível e escalável, em busca de um modelo de negócios.

A vice-presidente da Associação Brasileira das Startups (ABStartups), Tania Gomes Luz, é mais específica e diz que “startup é toda empresa que tem uma base tecnológica, passível de ‘escalabilidade’ global, sem aumento de mão de obra e estrutura”.

Normalmente, as startups que conseguem prosperar estão amparadas por um ambiente que inclui universidades, centros de pesquisa e inovação, grandes empresas e investidores.

A cidade de Piracicaba (SP) é hoje reconhecida como o principal ecossistema para as startups do agro, denominadas agtechs. Isso talvez explique a maior concentração delas em São Paulo, conforme mostra a segunda edição do Censo AgTech Startups Brasil, produzido pela AgTech Garage em parceria com a ESALQ-USP. Segundo o levantamento, 46% desses empreendimentos se encontram no Estado de São Paulo, na sequência vêm Minas Gerais, com 16%, e Paraná, com 12%.

O engenheiro agrônomo Sergio Marcus Barbosa, que está à frente da ESALQTec, incubadora da ESALQ-USP, desde sua fundação, explica as origens do polo de inovação de Piracicaba. “Somos um ecossistema tecnológico que se iniciou no século 19 com o Engenho Central, posteriormente a criação da ESALQ, em 1901, e empresas de grande relevância, na segunda metade do século 20.”

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O Vale do Piracicaba/Agtech Valley nada mais é que uma denominação para esse ecossistema que já tinha suas bases alicerçadas. Assim, em maio de 2016, junto com o empresário José Augusto Tomé, do coworking CanaTec, e o professor da ESALQ-USP Mateus Mondin, Barbosa lançou, na sede da Associação Comercial e Industrial de Piracicaba, a campanha pelo reconhecimento dessa marca, com o objetivo de fortalecer a identidade tecnológica local e estimular o desenvolvimento da região, que se consolida como uma espécie de “Vale do Silício” brasileiro.

De uma estimativa de pouco mais de 300 startups do agro no país, 184 participaram do Censo AgTech Startups Brasil. O estudo mostrou que 55% delas mantêm relacionamento com o meio acadêmico e mais da metade é formada por equipes de até seis pessoas. Empresas com mais de dez funcionários representam apenas 23% do total.

Há controvérsias em relação aos critérios aplicados para identificar as startups, por isso não se sabe o número exato desses empreendimentos no país, mas o segmento está em expansão.

Os números e as análises dos especialistas mostram que o movimento das agtechs se encontra em estágio inicial e enfrenta grandes desafios, como o ambiente de negócios brasileiro, tido como hostil para o empreendedorismo.

Mas é inconteste o potencial do setor, tendo em vista as boas perspectivas da agropecuária nacional. “Em 2015, tínhamos 30 projetos apoiados e atualmente são 112. A tendência é crescer cada vez mais.

O agronegócio brasileiro exigirá tecnologia e inovação, pois faz parte do DNA do nosso produtor. O tamanho do desafio é o tamanho da oportunidade”, assinala Barbosa.

Os produtos e serviços oferecidos pelas agtechs servem a todas as etapas da produção, são ferramentas voltadas à agricultura de precisão, drones e robótica aplicada no campo, uso de satélites, big data, internet das coisas (IoT), inteligência artificial e sistemas de gestão, dentre outros.

Para os engenheiros agrônomos é um vasto campo a ser explorado, mas os especialistas ressaltam que a capacidade de interagir com outras áreas será essencial.

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O cobiçado capital

Das agtechs entrevistadas pela pesquisa, 54% receberam investimentos, 31% não receberam e 15% contam com recursos empregados por familiares e amigos. “Os primeiros investimentos, normalmente chamado de investimento anjo ou seed, possuem menor valor. Quando a startup começa a “escalar”, ela necessita de um aporte maior e é nesse momento que vai em busca desse recurso no mercado. Porém as fontes são limitadas”, comenta Tania, da ABStartups, que possui mais de mil associados e cerca de 7 mil empresas registradas.

Embora considere os recursos restritos, os canais de acesso a eles, na opinião da dirigente, hoje são mais democráticos. “Quando uma pré-aceleradora abre um processo de seleção de startup, ela abre para o Brasil todo. Não existe a necessidade da presença física diária na aceleradora”, informa Tania.

Quem está em São Paulo pode contar com o Fundo de Inovação Paulista (FIP), idealizado e lançado pela Desenvolve SP em 2012. Com patrimônio de R$ 105 milhões direcionados para startups de base tecnológica do Estado e ênfase nos setores de tecnologias agropecuárias (agtechs), tecnologias em saúde (healthtechs) e tecnologias financeiras (fintechs).

O FIP, que também tem como investidores a Fapesp, a Finep, o Sebrae-SP, o Banco de Desenvolvimento da América Latina, CAF e Jive Investments, já aportou recursos em 12 agtechs, por meio da SP Ventures, sua gestora.

O papel do fundo é ser um “sócio passageiro” para alavancar o crescimento da nova empresa, que detém de 20% a 49% do capital, por um período de oito a dez anos. Concluída essa fase, há três caminhos possíveis: o empreendedor pode contar com a entrada de outro sócio investidor, comprar a participação do fundo e retomar o controle total do negócio, ou vender a empresa.

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Além de uma equipe qualificada, o fato de a agtech já ter passado pelas principais aceleradoras de negócios do país, é uma referência importante, segundo afirmou o CEO da SP Ventures, Francisco Jardim, em entrevista recente ao jornal DCI. Clareza na apresentação do modelo de negócio e uma boa argumentação, para provar que a empresa possui a solução para um problema relevante, são fundamentais.

Histórias que inspiram

Em 2017, a Gênica, startup de biotecnologia, foi uma das empresas que recebeu investimentos da SP Ventures. O aporte foi de R$ 6 milhões. O recurso está sendo utilizado para robustecer a operação de distribuição, incrementar a equipe de desenvolvimento de mercado e fortalecer alianças, especialmente no cerrado. Além do desenvolvimento de novos produtos como, por exemplo, a vacina contra a ferrugem asiática, principal doença da soja, que deve ser lançada em 2020.

Dois anos antes de receber o aporte, o engenheiro agrônomo, esalqueano, Fernando Reis, que mora em Rondonópolis (MT), decidiu fundar a Gênica e não teve dúvidas de que o melhor lugar para instalar seu empreendimento seria o Agtech Valley. O ambiente inovador e a forte presença de investidores o atraíram. “Um dos fatores do sucesso da Gênica foi estar ali. Por isso sou grande defensor do ecossistema de Piracicaba, ele funciona mesmo”, afirma o empresário.

Ele acrescenta: “Não dá para ter dez pontos de agtechs no Brasil, mas Piracicaba tem muito potencial. Outro ecossistema que tem tudo para dar certo é o AgriHub, em Cuiabá. Conhecimento científico, espírito empreendedor e acesso ao capital estão presentes nesses locais”.

Reis, que saiu da operação e se tornou membro do Conselho da Gênica, vê com entusiasmo o futuro das agtechs e, obviamente, de seus negócios. A projeção é aumentar em 50% o faturamento da empresa este ano.

As perspectivas para a utilização de biodefensivos na agricultura ajudam a explicar o bom desempenho das startups desse nicho. Segundo estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, embora esse mercado represente menos de 2% dos produtos de proteção de cultivos, até 2020, a participação de soluções biológicas será de 20%, sendo responsáveis por cerca de 15% do faturamento do segmento.

Veterana no setor, a Promip nasceu na ESALQTec, em 2006. Foi a primeira a receber investimento da SP Ventures e a primeira empresa no Brasil a produzir, registrar e comercializar ácaros predadores. Em 2015, comprou a mineira Insecta, que produzia insumos para a fabricação das vespas Trichogramma pretiosum e Trichogramma galloi. Hoje, atende grandes produtores, que representam 60% de sua carteira, e tem uma fábrica com mais de cem funcionários em Engenheiro Coelho (SP).

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Ao recordar o início de tudo, Marcelo Poletti, fundador da Promip, reconhece que a ESALQTec lhe deu uma base inicial importante. “Quando decidi montar uma empresa como egresso de um curso de doutorado na ESALQ, engenheiro agrônomo com perfil de cientista, tive dificuldade de transformar a minha tese em um plano de negócio e a incubadora me forneceu ferramentas que ajudaram muito”, diz.

Poletti acredita que o longo período de desenvolvimento dos produtos nessa área, o que inclui a burocracia nas questões regulatórias no Brasil, pode ser um entrave para quem está começando. Mas, assim como os demais players, vê grandes oportunidades para as agtechs. A expectativa para os seus negócios em 2019 é positiva, ele projeta um crescimento de 50% a 70% para a empresa, alcançando uma participação no segmento entre 1% e 3%.

O empresário conclui, lembrando que a Promip é uma empresa de engenheiros agrônomos, 60% do quadro é formado por profissionais da agronomia, que trabalham em diversas áreas.

Na pecuária também

No ritmo acelerado, característico das startups, a @Tech (ArrobaTech), empresa de soluções tecnológicas para agropecuária de precisão, surgiu em 2015, também incubada na ESALQTec, no mesmo ano lançou seu principal produto, o BeefTrader. No ano seguinte, foi reconhecida por importantes instituições. Em 2018, inaugurou sua sede, em Piracicaba. A empresa, que começou com três pessoas, tem 30 colaboradores e prepara sua internacionalização.

O software BeefTrader, para a gestão de bois em confinamento, é o carro-chefe da agtech. Com o uso desse programa, o produtor tira o boi do confinamento no melhor momento para vender.

“O incremento na lucratividade pode passar de 30%. Coletamos informações dos animais, como peso e altura, e avaliamos, no confinamento, o custo operacional. Sempre que o animal vai beber água, é pesado em balanças de empresas parceiras, com câmeras desenvolvidas por eles”, explica Marcos Debatin Iguma, gestor comercial da @Tech, que monitora mais de 1.500 animais em todo o Brasil.

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O crescimento meteórico é fruto de muita dedicação do fundador da companhia, o médico veterinário Tiago Z. Albertini. Mas o suporte inicial recebido na incubadora também fez a diferença. Iguma diz que foi essencial estar dentro da ESALQTec, por conta da visibilidade e das indicações para investidores. “Não ter de pagar aluguel, que representa um custo muito alto para as empresas, nos ajudou bastante. Além disso, tem o smart money, que é justamente a inteligência que vem junto com uma incubadora ou com um investidor”, acrescenta o executivo.

Iguma diz que as perspectivas são as melhores para este ano. “A meta é agressiva, queremos ultrapassar os 200 mil animais”, conclui.

O produtor e a inovação Se por um lado há uma parcela do mercado que acredita que é preciso disseminar a cultura de inovação entre os produtores brasileiros, por outro, há exemplos claros de que os bons resultados da agropecuária nacional se devem exatamente à aderência de agricultores e pecuaristas às novas tecnologias.

O grupo Água Tirada, em Maracaju (MS), é um dos clientes da @Tech. Com mais de 50 anos de tradição, possui 8 mil cabeças de gado e realiza o ciclo completo de cria, recria e engorda.

Ana Nery Terra Souza, uma das proprietárias, afirma que a inovação está no DNA da empresa. “O avô do meu esposo foi a primeira pessoa a comprar uma geladeira e um trator na cidade. Meu sogro foi o primeiro a fazer inseminação artificial, há 50 anos”, conta.

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Eles adotaram o BeefTrader e estão testando em um lote com 110 garrotes. Ana está animada com os resultados. “O gado com a nossa genética está dando 30% a mais de ganho no confinamento que outros garrotes oriundos de outros plantéis. Em alguns casos, a diferença é 40% a mais que os touros comuns”, afirma a empresária, que faz questão de informar que sua cidade, Maracaju, foi eleita uma das mais empreendedoras do Brasil, em pesquisa desenvolvida pelo Sebrae.

Seguramente, os produtores engajados no conceito da nova agricultura, com o uso integrado de tecnologias, aumento da intensificação e escalabilidade e respeito à sustentabilidade socioeconômica e ambiental, estão à frente dos demais.

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Conectar é preciso

A baixa conectividade no campo é um dos desafios que o Brasil precisa vencer para ingressar de vez na agricultura digital e alavancar o segmento das agtechs. Algumas regiões ainda apresentam somente a conexão 3G, outras não dispõem nem desse tipo de conexão de internet.

Na maioria das vezes, a conectividade no campo é realizada por meio de rádios com frequência livre (2,4 GHz e 5,8GHz), que oscilam muito, conforme explicou Basílio Perez, presidente da Associação Brasileira de Provedores de Internet e Telecomunicações (Abrint), em matéria publicada no site da Agrishow.

O dirigente informa, na mesma publicação, que uma solução mais ampla pode ser a disponibilização de uma nova frequência, que atualmente é subutilizada e utilizada exclusivamente pela Polícia Federal – a faixa de 450 megahertz (MHZ). A Abrint tem pleiteado que essa banda de radiofrequência seja disponibilizada por meio de leilões públicos.

A proprietária do Grupo Água Tirada, Ana Nery, conta que tiveram de investir pesado em conectividade. “As empresas não dão conta de nos fornecer com qualidade”, afirma. Ela não revela valores, mas diz que o custo é alto. Entretanto, faz uma ressalva: “Esse custo tem de ser considerado como investimento quando se quer trabalhar com tecnologia e qualidade”.

De maneira geral, produtores e startups têm conseguido encontrar alternativas. Predomina a certeza de que a solução virá. “Essa onda ninguém segura. Não me preocupo se vai ou não. A questão é quando”, sintetiza Fernando Reis, da Gênica.

Uma iniciativa recente mostra o interesse das operadoras de telecomunicações. Vivo e Ericsson juntamente com a Raízen, em parceria com a ESALQTec, selecionaram seis startups para participar do Agro IoT Lab 2018 – programa de desenvolvimento de aplicações para o campo com foco em Internet das Coisas (IoT).

A Vivo fornecerá a frequência de 450 MHz de sua rede 4G para o programa (a utilizada por smartphones é de 700 MHz). A Ericsson ficará responsável pela instalação dessa rede e oferecerá sua plataforma IoT Accelerator para agilizar a integração dessas startups. A Raízen oferecerá a infraestrutura agrícola e acesso aos canaviais. As agtechs poderão trabalhar dentro do Pulse, o hub de inovação da empresa, que também conduzirá a aceleração e o contato com os mentores. A ESALQTec cuidará da facilitação acadêmica das tecnologias. A parceria ainda inclui a Wayra, o hub de inovação da Vivo.

“Esse projeto será algo revolucionário e viabilizará toda essa questão da conectividade, tão necessária para a nova agricultura. Acredito que no médio prazo os produtores brasileiros já poderão estar usufruindo desse benefício”, conclui Barbosa, diretor da ESALQTec.

Fonte: aeasp.org.br

Programa do History Channel destaca a tecnologia desenvolvida pela PROMIP em controle biológico de pragas

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Os ácaros predadores e parasitoides da PROMIP são ferramentas que, dentro de programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP) garantem ao agricultor controlar as pragas de forma sustentável, eficaz e com maior rentabilidade. A alta tecnologia aplicada no desenvolvimento dos produtos contribui para a solução dos problemas enfrentados pela agricultura brasileira, como destacado no pragrama “A cara do futuro” do History Channel.

Confira:

Controle biológico reduz custos de produção em até 15%

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Depois de alguns anos fazendo uso do controle biológico esporadicamente, as propriedades do Condomínio Ragagnin em Jataí e Montes Claros de Goiás, GO, passaram a utilizar agentes biológicos de forma mais contínua e planejada em suas lavouras de soja, feijão e milho há dois anos. “Percebemos algumas ineficácias das metodologias tradicionais de controle, como o químico, mas também estávamos buscando mais segurança do ambiente produtivo para quem manuseia os produtos e por causa dos resíduos”, explica Joel Ragagnin, gestor de produção do grupo.

Ragagnin conta que o primeiro passo foi saber mais sobre as tecnologias biológicas. Para isso, conversou com produtores do Grupo de Agricultura Sustentável (GAS), que atualmente conta com mais de 400 produtores, e buscou informações na Embrapa. “Procuramos exemplos. Dentro do nosso grupo não tínhamos muita experiência, então, no começo, usávamos como pacote, algo pronto, não como um sistema que precisa ser adaptado”. O início da implementação foi desafiador, até mesmo porque nem todos conheciam e acreditavam no funcionamento dos agentes biológicos. “Esse rompimento de barreira é mais difícil, porque temos a crença de que não é possível. Mas depois que começamos a utilizar a tecnologia, parece que a virada foi automática”.

Com o controle biológico em uso – associado a outros tipos de manejo, como o químico -, as compras de defensivos caíram 30%. E essa taxa pode aumentar mais nos próprios anos, de acordo com o sistema implantado nas propriedades, afirma Ragagnin. Além dessa redução, o gestor diz que, hoje, com a intensificação do monitoramento da lavoura, é possível controlar melhor o sistema produtivo e economizar também em outras etapas da produção, como na quantidade de sementes empregadas no plantio. “Mas os produtos biológicos têm custo mais elevado do que os químicos e exigem mais disciplina no trabalho a campo, além de mão de obra”, pondera. Para colocar em prática, foi necessário contratar uma equipe, principalmente para o monitoramento da lavoura, mas que também trabalha em outras funções. “Essa profissionalização me trouxe muitos benefícios, não tem nem como calcular”.

Apesar dos custos mais altos, Ragagnin afirma que a opção vale a pena e, em média, reduziu em 15% os custos de produção da fazenda. Isso, principalmente, porque diminuíram os gastos com químicos, além do operacional – menos aplicações resultam em menor uso de maquinário. “E é um valor significativo, pois os custos de produção estão muito elevados. Mas vale também porque conseguimos reduzir muito as situações de descontrole, quando tínhamos que fazer aplicações a toque de caixa”.

A adoção tem suas dificuldades, porém. “O sistema biológico depende muito do ambiente, e ele é variável. Perdemos o controle em algumas situações e tivemos que utilizar outros métodos, sendo o químico um deles, para manter o estado das lavouras”, conta o gestor.

Além de controle, principalmente de lagartas, o Condomínio faz uso de agentes biológicos com foco em aumento da produtividade. “Temos trabalhado com inserção de microrganismos no solo para melhoria do desenvolvimento vegetativo das plantas por meio da produção de hormônios ou aplicação de subprodutos de fermentação de bactérias, fungos, que fazem as plantas se desenvolverem mais sadias em substituição, por exemplo, à utilização de fertilizantes químicos”. Ainda não há, contudo, resultados finais sobre esse trabalho.

Para quem está pensando em começar a utilizar os produtos, Ragagnin recomenda procurar profissionais e conversar com quem já utiliza a tecnologia com responsabilidade. “E dê o primeiro passo. O produtor precisa experimentar, entender como funciona. Quando isso acontecer, a maioria vai querer continuar”.

 

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Fonte: Portal DBO

USO DO CONTROLE BIOLÓGICO DISPARA NO BRASIL

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O Brasil já conta com 143 produtos protocolados voltados para o controle biológico. Em 2010, eram apenas 19, o que configura um aumento de 652% em sete anos, segundo dados do ministério da Agricultura.

O crescimento desse tipo de combate vem de uma demanda da própria população, que busca cada vez mais um alimento livre de agrotóxicos, afirma Antonio Batista, presidente do Instituto Biológico. “Há alguns anos, não se levava a sério quem mexia com controle biológico. Hoje esse segmento já cresce pelo menos 20% ao ano no Brasil.”

O Instituto, que completou 90 anos em 2017, lançou em junho o Programa de Transferência de Tecnologia e Inovação do Controle Biológico — o PROBIO. O programa tem como função desenvolver pesquisas e serviços nessa área, além de promover a transferência desses resultados.

Além de desenvolver bioinseticidas, o PROBIO já atende também a implatanção de biofabricas, avalia o impacto de tecnologias usadas no solo e na água, faz laudo de confirmação taxonômica de parasitoides e teste de efiência agronômica de todos esses resultados. “Cerca de 25 empresas já são associadas ao programa, sendo algumas delas multinacionais” afirma Batista.

“O importante é o manejo integrado das práticas biológicas e químicas, que muitas vezes se complementam. O controle químico nasceu na Segunda Guerra Mundial e é muito importante até hoje, tudo depende da espécie e da população da praga”, conta o presidente do Instituto Biológico.

Vale lembrar que o próprio Instituto nasceu desse tipo de manejo. “Nos anos 1920, a broca de café veio direto da África e assolou os cafezais de São Paulo, maior produtor de café do país até então. Foi aí que os principais estudiosos da época se reuniram e combateram essa praga. O resultado foi tão positivo que resolveram manter e ampliar o Instituto para outras áreas de sanidade”, completa Batista.

Outras iniciativas

Além do PROBIO, o Instituto ainda mantém outras iniciativas de controle biológico. “Temos um trabalho há 5 anos voltado para patologia de insetos —principalmente os broquiadores— que usa fungos, vírus e nematóides do bem através de um controle microbiano,”

Outro projeto importante do Instituto foi o desenvolvimento de uma população de ácaros predadores que reduziu a população dos ácaros rajados, espécie muito resistente que ataca diversas culturas, em 5 vezes. “Depois desse controle caiu para 5 ou 10 ácaros por folha, antes esse número ultrapassava os 100”, diz Batista.

Apesar dos bons resultados que o segmento biológico vem apresentando, ainda há muito trabalho há se fazer. O número de bioinseticidas protocolados no país representa apenas 1% do mercado de inseticidas. Na Europa, por exemplo, a fatia é de 15%.

Fonte: Exame.com

Estas são as 3 áreas que serão afetadas pela tecnologia em 2018

São Paulo – Três áreas serão especialmente impactadas pela tecnologia em 2018 no mercado brasileiro, de acordo com Marcelo Porto, presidente da IBM no país.

“Tem três segmentos em que o market share de qualquer empresa de tecnologia é ridículo no Brasil: agronegócio, saúde e educação”, disse Porto.

Para ele, apostar nesses segmentos pode garantir o crescimento de empresas do ramo. “O agronegócio é sólido neste país, a educação está passando por uma transformação e saúde é um segmento no qual podemos ajudar muito”, disse o presidente da IBM, ao indicar o futuro da empresa.

Com sua tecnologia de computação cognitiva chamada Watson, que visa auxiliar profissionais por meio de análise de grandes volumes de dados e tem interações em língua portuguesa, a companhia já atua hoje no hospital do Câncer Mãe de Deus, em Porto Alegre, para ajudar médicos a tomarem decisões com base em informações sobre o câncer. Ele contém mais de 15 milhões de dados científicos, incluindo 300 artigos e 200 estudos. Em breve, um hospital do Nordeste também irá adotar o Watson for Oncology no Brasil.

No setor de agronegócio, startups e empresas se posicionam como otimizadores de produção e lucratividade. Alguns exemplos são a Horus Aeronaves, a Promip e a AgroTools, que buscam extrair inteligência a partir de dados coletados com sensores, drones e câmeras.

 

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(Imagem: Reprodução/ThinkStock)

Fonte: Exame

Especial do Valor Econômico destaca desempenho de startups apoiadas pela FAPESP

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Assim como no setor industrial, a produtividade é um fator crucial para o agro negócio. A cada ano, a demanda global estabelece novos parâmetros para os requisitos de qualidade e cuidados ambientais no manejo. Com isso, abrem-se oportunidades para empresas de base tecnológica cujos projetos inovadores estão sendo viabilizados graças ao financiamento de editais públicos e parcerias privadas.

A Bug Agentes Biológicos, por exemplo, vai dobrar sua capacidade de produção, já no começo de 2018, com a entrada de novos sócios e a chegada de mais recursos. A empresa vai incrementar seu portfólio com a inclusão de uma linha de produtos microbiológicos para combate a pragas que infestam a agricultura.

Iniciado em 2016, o investimento na expansão deverá somar em tomo de R$ 7 milhões até o começo do próximo ano, como explica Diogo Carvalho, diretor e um dos sócios-fundadores da empresa, que passará a produzir vespas Trichogramma galloi e Cotesia flavipes, usadas no controle de pragas de culturas como cana, soja, feijão e algodão. Cada volume produzido é suficiente para· fazer o tratamento de 9 mil hectares de lavouras por dia, diante de 4,5 mil hectares atualmente.

Nascida em 2001 dentro da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), a Bug participou de três editais da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) entre 2000 e 2003, no âmbito do programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (Pipe ), num total de R$ 920 mil. O último repasse foi destinado à pesquisa e desenvolvimento das embalagens especiais, feitas de cartelas biodegradáveis utilizadas pelos clientes para a liberação das vespas na lavoura e patenteadas pela empresa.

Em 2009, o Criatec, um fundo de capital semente gerido pela Antera Gestão de Recursos S.A. e a lnseed Investimentos Ltda., trouxe R$ 1,5 milhão para o negócio e assumiu 20% do capital da Bug. No ano seguinte, a Trigger entrou com mais R$ 1,5 milhão em troca também de 20% das ações. O impulso maior veio com a chegada da Rosag Empreendimentos e Participações, empresa do empresário Jayme Garfinkel, maior acionista individual da Porto Seguro, que aportou R$ 6 milhões na Bug, ainda em 2013, assumindo um quarto do seu capital.

Com unidades em Piracicaba e Charqueada (SP), a Bug hoje concentra sua produção na Trichogramma galloi, aplicada no combate à broca da cana, e na Trichogramma pretiosum, vespa considerada mais “generalista” por parasitar ovos de diversas espécies de lagartas que atacam lavouras de cereais. A empresa espera liberar, em breve, para o mercado a produção de Telemonus podisi, vespa que atua no controle do percevejo da soja.

Primeira empresa brasileira a produzir, registrar e comercializar ácaros predadores, a Promip nasceu em junho de 2006 dentro da EsalqTec Incubadora Tecnológica, em Piracicaba. A empresa permaneceu dois anos na incubadora. “Em 2008, desenvolvemos um segundo projeto, de uma empresa de prestação de serviços na área de pesquisa em entomologia que permaneceu como incubada até 2010”, detalha o agrônomo Marcelo Poletti, doutor em entomologia, fundador e CEO da companhia.

Entre ácaros e microvespas, a Promip tem seis produtos registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e, em pipeline, trabalha ainda na pesquisa de agentes polinizadores, que deverão ser utilizados também no manejo de pragas.

Os ácaros foram destinados, a princípio, a culturas de pequeno porte e alto valor agregado, como hortaliças, flores e frutas, já que a aplicação era feita manualmente. A produção de microvespas foi iniciada em 2014, quando a Promip adquiriu a lnsecta, empresa ligada à Universidade Federal de Lavras (UFIA). A operação tomou-se possível depois da injeção, no mesmo ano, de R$ 4 milhões pelo Fundo de Inovação Paulista, que tem como cotistas a Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP), Fapesp, Finep, Sebrae-SP, Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF) e a gestora de investimentos Jive Investrnents.

Com o aporte, a empresa iniciou a produção do baculovírus, utilizado no combate a lagartas em geral. A entrada no segmento de produtos microbiológicos permitirá ampliar a distribuição para todo o país,já que esses bioinseticidas têm tempo de vida de prateleira (shelf life) mais longo. Para isso, a empresa vai investir pouco mais de R$ 10 milhões em distribuição, na formação e treinamento de um time de vendas especializado e no reforço das equipes de campo.

Depois de participar de seis editais do Pipe/Fapesp, a Promip negocia com a Desenvolve SP a contratação entre R$ 3 milhões e R$ 5 milhões com recurso das linhas de financiamento à inovação do Inovacred, programa da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).

Antes de ser vendida, por R$ 75 milhões, para a americana ABS Global, líder mundial em genética e reprodução bovina, a In Vitro Brasil (IVB) participou de cinco editais do programa Pipe entre 2008 e 2015. A empresa de biotecnologia se dedica à pesquisa e à produção de embriões bovinos por fertilização in vitro (FIV).

No total, a IVB recebeu do programa em torno de R$ 550 mil a R$ 560 mil, recursos que ajudaram a construir um patrimônio tecnológico que acabou chamando a atenção de multinacionais como a própria ABS. Hoje com 37 laboratórios próprios e afiliados, espalhados por 17 países, incluindo quatro nos Estados Unidos e três no Brasil, a IVB surgiu em 2002, criada por dois veterinários, entre eles José Henrique Fortes Pontes, que permanece na empresa, e participação de outros três sócios investidores.

Andrea Basso, veterinária e doutora em reprodução animal, chefe de pesquisa e desenvolvimento da IVB, explica que a empresa conseguiu aperfeiçoar os meios de cultura usados na produção de embriões, atingindo taxa de sucesso de 30% em relação ao total de oócitos (células germinativas) coletados. Depois de uma experiência frustrada de parceria com a Parmalat, que pretendia reeditar na pecuária de leite o sistema de integração adotado nas áreas de produção de suínos e de aves, a IVB acumulou know-how e um enorme potencial de produção.

A IVB desenvolveu um método mais eficiente para o congelamento de embriões. As tecnologias disponíveis até então ofereciam uma taxa de prenhez (gravidez) de apenas 10%. As mudanças no meio de cultura dos embriões, tornando-os mais resistentes, o desenvolvimento de novos protocolos de manipulação, a melhoria na calibragem dos equipamentos e a adoção de técnicas de congelamento mais lentas (slow freezing) elevaram aquela taxa para 40%, em média.

O congelamento abriu novo campo de negócios ao permitir a exportação de embriões. O primeiro lote de 300 embriões foi embarcado para Moçambique. Como se trata de material sensível, o crescimento da exportação depende da definição de um conjunto de regras, consolidadas em protocolos negociados país a país por meio do Mapa, para assegurar a ausência de riscos sanitários.

A IVB tem participado dessas conversações, envolvendo entidades internacionais do setor de sanidade animal e dê fertilização bovina, e conseguiu abrir protocolos para Panamá, Uruguai, Paraguai, Botsuana, República Dominicana, Mianmar, Malásia, Etiópia, Costa Rica e Bolívia. A abertura dos mercados dos Estados Unidos, México, Canadá, Índia e Colômbia ainda está sob negociação.

“Spin off” da Top in Life Biotecnologia Genética Animal, especializada em biotecnologias aplicadas à reprodução de ovinos e caprinos, a Inprenha Biotecnologia foi criada em 2008 dentro da Incubadora Regional de Agronegócios (Inagro), de jaboticabal. A empresa se dedica à pesquisa e desenvolvimento de produtos e soluções para o mercado de animais de grande e pequeno porte. O plano de negócios da empresa foi montado entre 2008 e 2009 com o apoio do programa Incubadoras de Base Tecnológica em Parceria para o Desenvolvimento de Novos Negócios (Incpar), financiado pela Finep.

Entre 2008 e 2015, a empresa conseguiu levantar em torno de R$ 1,7 milhão participando de editais da Fapesp, do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico ( CNPq) e do programa Primeira Empresa Inovadora (Prime), da Fundação Instituto Polo Avançado da Saúde (Fipase ). Os recursos foram aplicados em pesquisas destinadas a elevar a taxa de sucesso da inseminação artificial em mamíferos, segundo a CEO da Inprenha e veterinária, Erika Morani.

As pesquisas começaram a apresentar os primeiros resultados em 2010, e a empresa patenteou o processo envolvendo o uso de uma proteína que auxilia no reconhecimento materno na gestação. A molécula, desenvolvida em parceria com a USP de Ribeirão Preto e colaboração do professor Marcelo Baruffi, inibe a rejeição do sêmen pelo útero e permite que o embrião produza o interferon-tau, que atua no processo de reconhecimento da gestação. “Trata-se um produto bem inovador, e não há nada semelhante no Brasil e nem no exterior”, afirma Erika.

África do Sul, Japão, Estados Unidos e Rússia, de acordo com a veterinária, já acataram o pedido de patente apresentado pela Inprenha em 201 O. China, Índia, União Europeia e também o Brasil ainda analisam o processo. já batizado comercialmente, o Tolerana IA (de inseminação artificial) foi classificado como produto veterinário da linha biológica pelo Mapa e aguarda o registro definitivo.

O foco será o mercado de bovinos, mas já foram realizados testes em caprinos e ovinos. A Inprenha iniciou projetos para melhorar as taxas de prenhez em equinos e suínos, com o apoio da Fapesp, no valor de R$ 515 mil, e do SesifSenai, de R$ 399 mil (ainda não aprovado). A empresa espera ainda levantar R$ 680 mil para financiar um projeto de inovação no diagnóstico precoce de gestação de vacas, com recursos do Pipe/Fapesp.

Em seu quarto ano de uso e mais de 8 mil inseminações realizadas, o Tolerana possibilitou uma elevação média de 10 pontos percentuais na taxa de prenhez. Em 2014, a empresa recebeu aporte de recursos do SP Ventures, gestora do Fundo de Inovação Paulista, que assumiu em torno de 40% do capital da Inprenha.

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Marcelo Poletti, CEO da PROMIP: ampliar distribuição em todo o país.

ABC Bio lança programa de formação online para profissionais da cadeia produtiva dos biodefensivos

A Associação Brasileira das Empresas de Controle Biológico acaba de colocar em sua conta no YouTube e também em seu site o primeiro episódio da série de oito vídeos de um projeto de capacitação online para revendedores, consultores e agricultores interessados em conhecer melhor os usos e aplicações de defensivos biológicos na agricultura brasileira. O projeto é uma parceria da entidade com a AgriLearning, empresa especializada na produção de conteúdo técnico na área agrícola para divulgação em plataforma online, incluindo mídias sociais.

O primeiro episódio, denominado Introdução ao Controle Biológico e ao Manejo Integrado de Pragas, tem por objetivo detalhar informações básicas sobre como funciona o processo de utilização de agentes biológicos no controle de pragas e doenças nas plantações. O projeto de capacitação online é uma ideia antiga da ABC Bio e tem como propósito principal assegurar a disseminação do conhecimento para assistência técnica no campo, um dos pilares que compõe o tripé fundamental de estímulo ao uso de biodefensivos pelos produtores agrícolas brasileiros. Os outros componentes do tripé são: uma produção de qualidade dos agentes biológicos e uma logística eficiente que permita que o produto chegue em condições de ser aplicado nas lavouras.

Além de possibilitar melhor formação de técnicos e profissionais ligados ao agronegócio, a iniciativa da ABC Bio também possibilitará ganhos ao processo produtivo como um todo, fazendo com que toda a sociedade saia ganhando, uma vez que o engenheiro agrônomo e também os produtores rurais poderão usufruir das diversas vantagens das modernas tecnologias dos biodefensivos embutidas no Manejo Integrado de Pragas. Além disso, há um inequívoco ganho ambiental e econômico, com o consequente uso correto dos produtos fitossanitários.

Os demais episódios da série, que devem ser editados e publicados periodicamente no YouTube e no site da ABC Bio (www.abcbio.org.br) tratam dos seguintes temas: Agentes Microbiológicos e Macrobiológicos de Controle – prospecção, pesquisa, exemplo de aplicação prática, conceitos de formulação, qualidade e prazo de validade; Manejo Integrado de Pragas – conceitos teóricos, exemplo de aplicação prática, exemplos de insetos-praga e sua biologia; Formulação Caseira de Biodefensivos – situação atual e riscos envolvidos.

Fonte: ABCBio

Ácaros predadores para o controle biológico nas culturas de morango e flores reduz em até 80% uso de acaricidas

O pesquisador do Instituto Biológico, Mário Eidi Sato, destaca uma das pesquisas realizadas para o controle biológico que contemplam o cultivo do morango. Os estudos iniciaram no ano de 2000, na época existiam poucos relatos sobre o uso de ácaros predadores em cultivos agrícolas, com isso a pesquisa focou no controle de ácaro-rajado nos morangos.

A liberação em algumas culturas, como o morango, deve começar logo no início da infestação de ácaros no campo. Quando a liberação é feita inicialmente, pode chegar a 100% de controle. O controle biológico, é possível reduzir para apenas duas aplicações e em alguns casos até mesmo ter a redução em até 70% de acaricidas no cultivo de morangos e flores ornamentais.

A produção em série, já existe e a utilização é bem difundida na agricultora familiar. Mário Eidi Sato, explica que os próximos passos da pesquisa, buscam por ácaros que possam atingir as outras pragas no campo, em laboratórios já tem espécies que são efetivas para o controle de mosca-branca e tripes.

O ácaro-rajado pode trazer danos importantes  para algumas culturas podendo provocar perdas de até 80% na produção. O morango é uma das culturas mais difíceis de controlar os ácaros-rajado através do controle químico, porém os resultados a partir da utilização do controle biológico são bastante promissores.

Fonte: Notícias Agrícolas

PROMIP, pioneira na produção de ácaros predadores no Brasil, oferece inovações tecnológicas no combate ao ácaro rajado: o NEOMIP Max e MACROMIP Max podem ser utilizados em diversas culturas, combatendo a praga. De fácil aplicação, os produtos são eficientes, trazendo maior sustentabilidade na lavoura.

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